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Mulher com desequilíbrio mental tira roupa em bairro da Capital

Precário

27 JAN 2014
Marcelo Villalba
11h00min
Foto: Douglas

Uma mulher de aproximadamente 30 anos, chamou atenção da população do bairro Tijuca II. Descontrolada a moça apareceu na Rua Maria Ribeiro de Assunção, acompanhada por um rapaz, no inicio da manhã desta segunda-feira (27). 

Segundo dona Maria Auxiliadora da Silva, que tem um comercio em frente de casa, ficou muito assustada, quando saiu para ir até uma visinha se deparou com o casal de andarilhos sentado na calçada proxima ao comércio.  “No começo achei bem estranho, o rapaz não fazia nada. Ela pediu água, dei um copo com água”, comenta.

Nem o copo abençoado que Maria entregou pra moça não permitiu que ela fosse agredida, deixando a comerciante revoltada com a situação. “Ela me deixou com um galo na cabeça, jogou um pedaço de gelo bem na minha testa. Estava sozinha podia ter acontecido coisa pior, gritei mas os vizinhos só sairam pra ver a moça andar pelada”.

Já o companheiro que estava com a suposta "louca" percebendo a movimentação tratou de se retirar do local. "Ele é parente de um pessoal que mora no inicio da rua, viu que o negocio começou a apertar e foi parar na igreja da familia dele", ressalta.

Outro morador, amigo da comerciante, vendo o estado de nervoso em que estava tentou acalmar a vizinha, Douglas Bulhões informou ainda que a moça não falava coisa com coisa. “Reclamava de dores no pé, e falava meio chorando sem nexo algum”, lembra.

A polícia foi chamada, mas como o fato era sinal de doença psiquiatrica, a denuncia não foi atendida, o que fez dona Maria criticar ceveramente. “A polícia não vem, não faz nada. E ai aparece uma alma penada como esta que surgiu pela manhã”, ressalta.

A mulher que tirou a roupa, foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Conforme informou o enfermeiro administrativo Alexandre, em casos de psiquiatria como o que aconteceu nesta manhã, o paciente é encaminhado para o Centro de Apoio Psicologico (Caps). “ Se não houver vaga no CAPs.  Encaminhamos o paciente para a unidade de saúde da região”.  Neste caso a paciente foi encaminhada para o posto de saúde do Cophavilla 2, onde recebe atendimento adequado.

Douglas ainda lembrou que na hora do atendimento do pessoal do Samu, ela queria arrancar os olhos com a mão. “O pessoal bem atencioso, não deixou imobilizou ela para que não tentasse nada contra sua vida”, explica.

Moradora da região a 14 anos, Maria se diz muito insatisfeita com o poder executivo em geral, pois alega que a região esta abandonada. “Tem terreno da prefeitura que esta cheio de mato. Só aparecem quando precisam de voto.  Agorinha teve um assalto do outro lado e quem conteve o bandido foi os próprios moradores ”, afirma. 

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