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Não trabalhou é falta! Grevistas terão ponto cortado se não cumprirem decisão judicial

Caso a categoria não retorne ao trabalho, faltas devem começar a ser contabilizadas

21 MAI 2019
Dany Nascimento
09h43min
Foto: André de Abreu

Sem cumprir ordem judicial, administrativos do Governo de Mato Grosso do Sul terão corte nos pontos se não retomarem os trabalhos. Conforme o que foi apurado pela reportagem, o governo vai começar a contar como falta os dias em greve dos servidores administrativos que deixarem de prestar serviços nas escolas do Estado.

A categoria se reuniu ontem (20), no auditório da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), deixando claro as intenções de manter a paralisação, caso não tenha os pedidos atendidos.  De acordo com o presidente do Sintede (Sindicato dos Servidores Administrativos da Educação Pública Estadual de Campo Grande), Wilds Ovando, uma pauta com quatro solicitações foi encaminhada para o governo.

“Os servidores hoje recebem menos que um salário mínimo, o salário gira entorno de R$ 854,00 e o governo cogita ainda, cortar o abono de R$ 200. Uma pauta foi enviada pedindo a manutenção do abono, pedindo a chamada para concurso público, a manutenção de seis horas de trabalho, já que há mais de 20 anos trabalhamos assim, atendendo a população e queremos ainda, uma política de recuperação salário para os próximos três anos”, diz Wilds.

A fala é desmentida pelo governo, que garante: ninguém ganha abaixo de um salário mínimo no poder estadual.

No total, 74 sindicatos realizaram assembleia, deferindo a continuação da greve. Nesta terça-feira (21), representantes dos sindicatos se reúnem para discutir o assunto. Uma reunião deve ocorrer na próxima quinta-feira (23), com o governo do Estado, que deve apresentar uma conclusão dos pedidos analisados.

 

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