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Ângelo Arruda diz que conselho não foi consultado sobre possível mudança da Câmara para o Centro de

Indignação

19 FEV 2014
Marcelo Villalba
15h10min
Presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Campo Grande, o arquiteto Ângelo Arruda. Foto: Vanessa Ricarte

O impasse em torno do prédio da nova Casa de Leis de Campo Grande tem causado atrito em alguns setores públicos do município. O vereador Alex do PT, disse ontem que o espaço que abrigará o Centro de Belas Artes seria uma das alternativas para acomodar os vereadores, já que o lugar é grande o suficiente para isso.

Esse pronunciamento causou descontentamento dos Conselheiros Municipais de Políticas Culturais. Nesta quarta-feira, o presidente Ângelo Arruda se manifestou sobre o caso durante a reunião do conselho no auditório do Planurb. "Ele (Alex) conhece o projeto e sabe que tem cabeça, tronco e membros. A estrutura do prédio vai abrigar um teatro, que não comporta um plenário para vereadores", explica.

No ano passado, Ângelo se reuniu com diversas autoridades e entregou uma proposta à Fundação de Cultura sobre o que estava sendo levantado para terminar o prédio do Centro de Belas Artes.


A obra é constituída em três partes: a primeira, segundo o arquiteto, já esta sendo finalizada. O local contará com uma sala de audiovisual onde projetará filmes gratuitamente, um espaço para exposições de artistas plásticos, além de sala de dança e música.


"Então para quem não tem nada, aquilo que tem lá é um bom começo", contrapõe a intenção do vereador em colocar no local a Casa de Leis.


Para o presidente do Conselho, os vereadores deveriam se reunir com uma assessoria de planejamento para discutir qual seria o melhor local para que fosse instalada a nova sede da Câmara Municipal e deixar de lado o 'achismo', pois isso causaria muitos atritos em diversos setores.


"Essa discussão é antiga. Deveria  fazer uma audiência pública, verificar qual localidade melhor se encaixa dentro dos parâmetros e parar de ficar especulando. Já disseram rodoviária, prédio do quartel, Hotel Campo Grande", alegando que falam muito, sem fundamentos e conhecimentos dos locais que dão como certo para o empreendimento.

Com isso, eles diminuiriam as discussões, pois segundo Ângelo, a Câmara não pode ocupar qualquer espaço. "Ela tem que ter um local público cívico,  bem localizado, que preveja o crescimento. Veja bem, de 21 passou para 29 vereadores, ou seja, fizeram uma série de acomodações para se adequarem" explica.

Ângelo ressalta que a o setor de cultura já passou por muitos momentos difíceis em Campo Grande e que agora merece um local, um prédio público, com segurança e bem localizado, já que não há espaços desse patamar na Capital.

"Vamos poder aproveitar a população que frequenta a Orla Morena, que tem um público gigante aos domingos, de onde o público pode sair daquele foco ao ar livre e ir ao prédio prestigiar a cultura da cidade".  

Em sua análise como arquiteto e urbanista, Ângelo Arruda orienta que o melhor local seria na explanada da Ferrovia Noroeste do Brasil, que por ser tombado pelo patrimônio histórico, não se pode fazer alterações no que esta construído, mas pode utilizar o terreno contíguo, que pertence ao município, e alí edificar um prédio com 10 pavimentos, sem causar atrito com setores que estão conseguindo maior afinidade entre si, como é o caso da cultura. 

Entenda - Ontem (18), o vereador Marcos Alex (PT) discursou no plenário da Casa de Leis sobre os projetos que alegando que o local mais adequado seria o Centro de Belas Artes, que atualmente está em construção. "O local tem espaço de sobra para receber os vereadores. Não vamos tirar o centro do lugar, apenas dividir o espaço já que existem dois complexos que estão sendo construídos", defendeu nesta terça-feira.

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