Com crise financeira provocada por um déficit mensal de R$ 150 mil, a diretoria do Hospital Nosso Lar se reuniu nesta terça-feira (15) com o prefeito Gilmar Olart (PP) para pedir ajuda, a fim de manter o funcionamento do local.
Durante a reunião, a diretora da entidade, Angela Barsante Moreno, lembrou que conforme o acordo firmado em 2012, a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) cedia os profissionais para atuar nos plantões. Com o fim do contrato, rescindido na gestão de Alcides Bernal (PP), em 2013, os gastos passaram a ser custeados pela instituição, gerando uma dívida mensal de R$ 18 mil.
“No ano passado o Município informou que não teria condições de seguir com a parceria e então o governo do Estado deu um incremento de R$ 50 mil mensais, que até fevereiro deste ano nos permitiu receber os pacientes”, explicou.
Sem ajuda financeira, a diretora da instituição cogitou a possibilidade de fechar as portas do hospital que conta com 220 leitos, entre eles, 160 disponibilizados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
“Após a redução significativa de leitos do Hospital Regional e da Santa Casa, a única alternativa para a população que depende do sistema público de saúde é o Hospital Nosso Lar. A crise que a unidade enfrenta começou há anos, mas tornou-se ainda mais grave no começo do ano passado, quando o Município interrompeu o repasse que era feito por meio de convênio”, alegou.
Para garantir o funcionamento do Hospital, Olarte garantiu que vai apoiar o hospital e propôs parceria entre a Prefeitura, Estado e a mantedora da instituição, Centro Espírita Discípulos de Jesus.
“Eu conheço bem a realidade do Hospital Nosso Lar e sei das dificuldades que para manter a unidade aberta. Diferente dos hospitais gerais que hoje recebem uma diária de R$ 300 em média por paciente, o Hospital Nosso Lar sobrevive desde 2009 com o repasse de R$ 43 por diária, o que não cobre os gastos com o paciente. Minha equipe tem muito a contribuir se as partes envolvidas demonstrarem interesse em ampliar as possibilidades de atendimento da unidade e, com isso, conseguirmos aumentar esse teto via SUS, quem sabe até equiparando com os demais hospitais”, declarou.
A reunião, que aconteceu no gabinete do prefeito Gilmar Olarte, no Paço Municipal, teve a participação do secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Antônio Lastória.







