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Cidades

03/07/2015 13:06

Nova 'avenida Ceará' vai ligar Moreninhas ao Nova Lima, em Campo Grande

Novidade

Cravada dentro do perímetro urbano de Campo Grande, as obras de intervenção da BR-163 têm gerado alguns transtornos, principalmente para os moradores que residem após a rodovia. De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar, do PMDB, na forma como está o projeto do Governo federal, a empreita divide em a Capital em duas. Para resolver o problema, a duplicação da BR-163 deve criar nova via de acesso rápido, que liga a região das Moreninhas a região do Nova Lima, já conhecida como a 'nova Avenida Ceará' do município.

O projeto chama a atenção das autoridades porque daqui a 10, 15 anos, o perímetro urbano de Campo Grande deve crescer em volta da rodovia. Há ainda, o fato das pessoas que moram na região utilizarem a rodovia para cruzar a cidade de ponto a outro. Por exemplo, quem mora próximo a saída de São Paulo poderá seguir pela rodovia de forma rápida até ao Shopping Bosques dos Ipês, ponto extremo em relação ao ponto inicial. Por essa razão, por ser uma pista rápida, ela pode ser tornar a nova avenida Ceará.

No Passado, a Mato Grosso e a Avenida Eduardo Elias Zahran eram tidas como as vias que delimitavam o perímetro urbano da Capital. Hoje, essa ruas possuem um estrangulamento, e muitos motoristas já preferem utilizar a rodovia para fugir do trânsito intenso dentro da cidade. Com a duplicação, a rodovia seria uma alernativa para ligar de um ponto a outro a cidade, da região das Moreninhas - Nova Lima passando pelos bairros de maior movimentação como Tiradentes, Itamaracá, Estrela Dalva e o próporio Parque dos Poderes até chegar ao região do novo shopping da Capital.  

Foto: Geovanni Gomes  

Segundo o presidente na Câmara, reunião realizada nesta quinta-feira (2) no Ministério do Transportes, com o secretário do governo, Edson Giroto, foi proveitosa. "O fato do Giroto ser daqui e conhecer essa parte de perto, fez com que nós não precisássemos falar muito sobre o projeto. O fato, é que nós pedimos ao Ministério para que faça um estudo econômico-social para revelar quais serão os impacto nos 21 municípios por onde a rodovia passa e será duplicada", comentou Mario Cesar.

Muitos comerciantes que ficam às margens da rodovia e moradores procuraram os parlamentares para levantar a questão quanto ao acesso. "Pelo projeto atual, há apenas uma passarela, e não diz nada sobre acessos. Por isso, na forma como ele está, esse projeto não atende a cidade. Este foi um dos motivos que nos levaram a ir à Brasília. Já que o projeto é previsto para acontecer neste ponto, então, que ele atenda as reais necessidades e moldes que Campo Grande precisa", revelou o peemedebista.

Segundo o prefeito Gilmar Olarte, do PP, enquanto não houver um projeto executivo pronto feito pelo Governo federal, as licenças, como a GDU, não serão concedidas à concessionária CCR MSVia. "Nós já oficiamos a empresa para que nada seja feito até uma resposta seja tomada em Brasília. Pelo que já vimos, o projeto será modificado. Nós vamos ter uma nova reunião na próxima quarta-feira (8), no Ministério, em Brasília, para a gente ter esse projeto completo. Enquanto estiver desta forma, a prefeitura não concederá os alvarás".

Foto: Geovanni Gomes

Olarte ainda explicou que esteve conversando com os técnicos da Seinthra e da Planurb sobre a questão do distrito de Anhanduí, que também será diretamente afetado. "Nós conversamos isso ontem com o Drumond e abrimos uma construção. O governo federal fala sobre os pontos de parada, pensamos em instalar lá, o primeiro ponto de parada do Brasil, além de um mercadão próximo para que os comerciantes possam vender os seus produtos nestes local, mas tudo isso, nós ainda estamos conversando", afirmou.

CCR MSVia

O diretor de relações institucionais da CCR MSVia, Claudir Mata, informou que recebeu a notificação da prefeito e as obras no trecho próximo ao bairro Jardim Noroeste foram imediatamente paralisadas. "Assim que soubemos paramos as atividades. Mas temos que explicar duas coisas. A primeira é que isso nada tem haver com a duplicação da rodovia, nós ainda estamos realizando os estudos e, no momento certo, vamos debater com toda a população. A segunda, que as obras que estamos fazendo aqui são medidas de seguranças de forma paliativa, nós não podemos esperar e realizar algo daqui a quatro anos. Nós precisamos fazer isso para quando a duplicação chegar, estar tudo pronto".

Foto: Geovanni Gomes  

Em breve encontro com o prefeito, o diretor se comprometeu aguardar até a próxima semana para saber como deverá agir após as resoluções tomada em Brasília.

Acidentes

Mata ainda revelou que no ponto onde ocorreu a coletiva de imprensa, próximo ao bairro Jardim Noroeste, o trecho é considerado perigoso e há muitas ocorrências de acidentes. "Fiquei impressionado com os dados da Polícia Rodoviária Federal, nesta curva, há muito acessos, então, nós vamos fechar e diminuir alguns acessos para que não ocorra mais acidentes. Por isso, essa medida de contenção".

Por fim, segundo informações da PRF, o trecho da saída BR-262 até a saída de Cuiabá são os locais que mais ocorrem acidentes. "Só em 2015, ocorreram 107 acidentes no trecho de 25 quilômetros, nos quais 65 com vítimas. Em todos os casos, 40% dos acidentes na 163 são com vítimas", diz o assessor Tércio Baggio. 

Foto: Geovanni Gomes

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