A rotatória da avenida Mato Grosso vai continuar causando transtornos aos campo-grandenses por tempo indeterminado. Mesmo com dinheiro da obra liberado desde junho de 2014, sequer foi decidida a solução de mobilidade urbana que melhor atenderá o reordenamento do trânsito no local.
No início de 2015, a diretora da Agetran (Agência Municipal de Trânsito) informou que a licitação realizada em dezembro será refeita. Agora, o MPE (Ministério Público Estadual) acionou departamento de auditoria e quer uma vistoria técnica e perícia no local.
O objetivo principal é encontrar uma solução adequada de obra e prevenir gastos do dinheiro público em possíveis obras que não atendam a mobilidade urbana e da cidadania, especialmente, quanto à segurança e fluência mais eficiente e adequada naquele local.
A análise técnica foi solicitada por quatro Procuradores de Justiça, sendo Evaldo Borges Rodrigues da Costa, Antonio Siufi Neto, Hudson Shiguer Kinashi e Marigô Regina Bittar Bezerra. Eles querem saber qual obra vai atender melhor em relação à prevenção de acidentes automobilísticos, à mobilidade urbana e celeridade do fluxo do trânsito de veículos naquele local.
Para acionar a vistoria, os procuradores justificaram que é fato notório que o trânsito de veículos flui de forma lenta e deficiente no cruzamento da Avenida Mato Grosso e Via Parque, gerando congestionamento, dificuldades e transtornos à mobilidade dos veículos dos cidadãos que precisam utilizar a via que dá acesso ao Parque dos Poderes.
“O direito à mobilidade urbana eficiente significa que a Administração Pública não pode implementar qualquer obra de mobilidade urbana, sob pena de responsabilidade em improbidade administrativa, posto que precisa ser eficiente, vale dizer, atender às reais necessidades da cidadania quanto a mobilidade urbana, ou seja, deve prestar-se à segurança viária dos transeuntes, prevenindo-se acidentes automobilísticos, protegendo-se a vida e a integridade física dos cidadãos, bem como a solução definitiva do problema no que toca à celeridade e desembaraço no trânsito naquele local”, frisou o procurador Evaldo Borges.
Na avaliação do procurador, o exemplo de obra que poderia trazer mais transtornos e prejuízos de mobilidade no cruzamento seria a instalação de semáforos de três tempos, que dexaria o fluxo e veículos ainda mais lento.
Essa era justamente a solução apresentada pela Agetran. Em dezembro, a informação era de que no local seria retirada a rotatória e implantada sinalização semafórica com criação de alças de acesso. Contudo, em janeiro deste ano a licitação foi suspensa com justificativa que a diretoria da Agência pensa em adotar outra solução para o local. Assim, com as novas mudanças não há mais prazos para o início das obras.
Em 25 de junho 2014, o prefeito Gilmar Olarte (PP) assinou contrato com o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) e recebeu R$ 1,3 milhão para a obra. Inicialmente o prazo era de 45 dias da liberação do recurso para iniciar as obras e 90 dias para concluir. Contudo, nove meses depois ainda não foi dada solução pelo Poder Público.
Dados da prefeitura apontam que o local tem fluxo diário de 20 veículos. Anteriormente, Olarte havia informado a intenção de construir um viaduto, avaliado em R$ 35 milhões. Contudo, o diretor do Detran, Carlos Henrique Santos Pereira informou à época que a alternativa é tecnicamente inviável porque haveria a necessidade de construção de um mergulhão (local tem um lençol freático alto) e se fosse construído o viaduto, os apartamento do Residencial Itacolomi ficariam abaixo da estrutura.







