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Cidades

30/04/2015 17:40

Olarte comemora entrega de kits, mas 'esquece' três meses de atraso

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Com quase três meses de atraso, os kits escolares dos alunos da rede municipal de ensino começaram a ser entregues nas escolas da Capital. O prefeito Gilmar Olarte (PP), que havia prometido que os materiais já estariam disponibilizados ainda em fevereiro, explicou que a demora para a entrega aconteceu devido a ''problemas técnicos'' e ainda ressaltou que o atraso seria ''normal''.


"Tivemos alguns problemas técnicos, fizemos uma capa estilizada. Tivemos um atraso normal, não se entrega nos primeiros dias e queremos contar com a compreensão da população", disse o prefeito.

A administração, comandada por Olarte, repete o mesmo erro administrativo de 2013 e 2014, quando os uniformes e materiais escolares foram entregues meses após o início das aulas.

Não é a primeira vez que o Kit escolar gera polêmicas, inclusive a empresa Nilcatex Têxtil, que vende os materiais para a prefeitura há dez anos seguidos, é investigada pelo MPE (Ministério Público Estadual), por diversas acusações como superfaturamento e direcionamento de licitações.

Vendendo os Kits desde 2006, ainda na gestão do ex-prefeito Nelson Trad Filho, do PMDB, este já é o 10º ano seguido que a Nilcatex vende para a Prefeitura de Campo Grande, sendo que dois anos sob a batuta de Olarte.

Em Mato Grosso do Sul, a empresa é conhecida por ganhar diversos editais em prefeituras, e também no Governo do Estado. Em janeiro deste ano, o município voltou a “copiar” ata de licitação realizada em Cotia (SP), o que beneficia, mais uma vez, a Nilcatex, que mantém o fornecimento de kits, ao custo de pelo menos R$ 8 milhões, para a Rede Municipal de Ensino.

A adesão foi publicada na edição do dia 13 de janeiro, do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande).

Ano passado, logo após assumir a prefeitura, Olarte, adotou a mesma estratégia e usou a chamada “adesão de licitação” com o processo realizado em Cotia. A desculpa é que não havia tempo hábil para realizar o processo. Neste ano, o prefeito optou por realizar a mesma estratégia, e ainda “na surdina”, em qualquer comentário a respeito.

A Nilcatex, com sedes em Blumenau (SC) e Campo Grande (MS), é a empresa pivô da chamada Máfia dos Uniformes, revelada em 2012 pela Revista Istoé. A Nilcatex é investigada pela Polícia Federal em Roraima, São Paulo e Paraná. Em MS, é alvo de inquérito do Ministério Público.

Segundo a publicação, a Nilcatex é investigada por integrar um cartel de fornecedoras de uniformes para escolas da rede pública. Ela figura em um esquema de fraudes que envolve pagamento de propina, financiamento de campanha e superfaturamento.

No Paraná, a empresa foi alvo de fortes denúncias de superfaturamento por parte da Prefeitura de Cascavel.

Em MS, a empresa já foi alvo de denúncias na Capital e pelo menos outras três prefeituras do Estado.

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