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Cidades

02/04/2014 18:00

Motoristas sabem que é proibido estacionar em fila dupla, mesmo assim a pressa fala mais alto, deixa

Nas Escolas

As portas das escolas estão se tornando os locais onde mais se para em fila dupla. A falta de fiscalização adequadamente faz com que as infrações sejam cometidas impunemente pelos motoristas de Campo Grande. O Top Mídia News percorreu por uma hora a região central da Capital para flagrar os motoristas desrespeitando a lei de trânsito Lei nº 9.503/97 e foi fácil registar os momentos, difícil foi falar com os “espertinhos” que fechavam os vidros quando percebiam que estavam sendo fotografados.


O problema ainda é maior na região central da cidade. O trafego já é lento e com a fila dupla nas escolas a situação piora ainda mais.  Geralmente se vê esses “congestionamentos” em frente as escolas  no início do ano letivo, as filas duplas em frente às escolas deveriam ser alvo da Agência Municipal de Trânsito e do Batalhão de Polícia de Trânsito com mais frequência.


Foto: Deivid Correia

 

No quadrilátero das ruas Rui Barbosa, 26 de Agosto, Fernando Correia da Costa e Iria Loureiro que circundam uma escola particular, alguns motoristas chegam a estacionar corretamente, porém como a entrada e saída do colégio fica localizada na estreita Iria Loureiro, causando engarrafamento e buzinaço, além de ter muita paciência para os veículos se movimentarem.


“Se demorar dois minutos dá pra esperar. Se demorar mais, eu buzino para tentar apressar o veículo da frente, já que o almoço nos espera à mesa”, disse o advogado Josimar Ferreira, 41 anos.


Geralmente, o carro fica parado em fila dupla poucos minutos, somente o tempo de os passageiros embarcarem ou desembarcarem. Mesmo assim, contribuem para a piora das condições de trânsito formando filas de carros, principalmente nos horários de pico, quando também são trocados os turnos dos estudantes.


Para a dona de casa, Suely Freitas, 31 anos, o correto era fazer estacionamentos em frente as escolas, na tentativa de evitar as filas duplas. “Eu acho que os empresários, pais e diretores tinham que se reunir e decidir esse problema que é registrado todo ano. De repente criar estacionamentos, vagas especiais, algo para não deixar o trânsito engavetar”, disse a dona de casa que estacionou corretamente em uma vaga para buscar o filho.


Foto: Deivid Correia

 

No começo do ano

O 17º Batalhão da Polícia Militar de Trânsito, em parceria com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul (Sinepe), realizou uma campanha no inicio do ano letivo em Campo Grande na abertura da Campanha Educativa Volta às Aulas 2014.


Não passaram dois meses do inicio das aulas e pouca coisa mudou em frente aos estabelecimentos de ensino da Capital.


“É difícil achar vaga pra estacionar. É só o momento das minhas filhas entrarem no carro para eu sair e o carro de trás fazer o mesmo”, disse a empresária Marinalva Barbosa, 36 anos.


O objetivo da campanha é evitar que os pais ou responsáveis cometam infrações comuns em frente às escolas, como parar na faixa de pedestre em frente à escola, parar em fila dupla, conduzir motocicleta transportando crianças menor de 7 anos, não usar cinto de segurança nos filhos, criança menor de 10 anos no banco da frente, uso da cadeirinha entre outras infrações.


De acordo com Batalhão, essas campanhas educativas e o policiamento de trânsito continuarão em mais escolas durante todo o período do ano letivo, no período matutino e vespertino, onde tem o maior fluxo de alunos.


Foto: Deivid Correia


Posição do Legislativo - Para vereadora professora Rose Modesto (PSDB) o problema do trânsito conturbado em frente às escolas é um problema crônico que deve ser tratado de forma efetiva. "Eu entendo a situação pelo fato de ter trabalhado em escolas por nove anos. Existe de fato, um fluxo muito grande em frente às escolas e é preciso realizar um trabalho diferenciado nesses locais", ressaltou.


A vereadora Rose cita que deve-se preferenciar a fiscalização em pontos localizados em avenidas ou ruas com alto fluxo de motos e automóveis. "Na Rua da Divisão, por exemplo, há uma escola em que nos horários de chegada e saída de estudantes, é praticamente impossível trafegar por lá. Já levei ao conhecimento da Agetran duas vezes por se tratar de um cruzamento extremamente perigoso e tenho certeza que o secretário Jean Saiba irá priorizar essa e outras situações similares que acontecem na Capital", considerou.


Ações tais como marcação de estacionamento para até 15 minutos em frente às escolas, faixas, redutores de velocidade, além de campanhas efetivas de sensibilização e posteriormente conscientização de crianças e adolescentes são fundamentais para dirimir o problema, segundo a avaliação da vereadora tucana. "O trânsito é um tema transversal que deve ser introduzido nas discussões e atividades em sala de aula da pré-escola ao 9º ano. Levando-se em consideração que apenas três anos após a conclusão do Ensino Fundamental, o jovem já tem acesso à carteira de habilitação, torna-se necessário para que se forme adultos conscientes de suas responsabilidades."

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