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Pais reclamam da falta dos kits escolares nas escolas da Reme na Capital

Volta às Aulas

5 FEV 2014
Carlos Guessy
18h00min
Na maioria das escolas municipais a primeira atividade dos alunos e professores foi a acolhida, onde a equipe de professores é apresentada aos alunos. Foto: Geovanni Gomes

Cerca de 86 mil estudantes retornam às aulas hoje (5), nas 94 escolas da rede municipal de Campo Grande sem os kits escolares que compreende em  uniforme, caderno, mochila, lápis, entre outros.  Entra ano e sai ano o problema é antigo e se repete com frequência na Capital. Mas, o que preocupa mesmo os pais é o quadro de professores incompletos para o começo do ano, pois até ontem não tinham sido chamados todos os profissionais para atuar nas unidades.

Conforme a Secretaria de Estado de Educação, 240 mil alunos voltam às aulas hoje nas redes municipal e estadual da Capital. A equipe de reportagem do Top Mídia News percorreu nos dois períodos (matutino e vespertino) o retorno das crianças para as escolas e notamos a indignação dos pais com o descaso que o governo municipal vem lidando nesse 'Volta as Aulas'.

 

Segundo dados do Sindicato campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), seis mil docentes atuarão no ano de 2014 nas escolas municipais, 543 deles foram convocados entre dezembro do ano passado e janeiro desse ano, remanescentes do concurso de 2009, mas até ontem (4), a Secretária Municiapal de Educação (Semed), ainda não tinha publicado a relação dos professores contratados como substitutos.

Para o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves, muitas escolas vão ter dificuldades nesse começo. "As escolas vão sentir dificuldades de iniciar o ano sem o corpo docente completo. Eu creio que até o inicio da semana que vem, já estaremos recolocados, a escola sempre compensa depois, porém será prejuízo", salientou o diretor presidente da ACP.

Segundo a vereadora Rose Modesto (PSDB), as aulas começaram hoje com a falta de 40% dos docentes em sala. A vereadora confirmou a previsão da ACP de que cerca de 40% das aulas não tinham professor nesta quarta-feira. “É triste de ver como educadora o retrocesso na educação de Campo Grande”, afirmou Rose.

 

No período matutino, a equipe de reportagem percorreu a região do bairro Miguel Couto,nas proximidades da Escola Municipal Professor Arassuay Gomes de Castro, e por lá encontramos pais aflitos com a falta de informação da prefeitura para as escolas. "Eu fiz questão de trazer meu filho bem cedo, pois queria conhecer a nova professora e saber quando vamos receber os kits escolares. A coordenadora me atendeu, mas não soube dar uma data concreta. Todo ano é assim esses atrasos, isso prejudica os pais que tem que apertar o orçamento, os alunos , e a própria escola", reclamou a dona de casa Mirián Fernandes, 30 anos.

Segundo  Semed, a demanda para no ano de 2014 é de dois mil servidores contratados, que serão chamados de acordo com a necessidade e a classificação do concurso público de 2009.

 

"Merecemos uma  explicação do prefeito, do secretário, de alguém da prefeitura. Isso é bom para aprendermos a votar melhor. Eu me arrependo de cair na lábia do Bernal, ele prometeu tantos benefícios e olha só no que deu. Aquele velho ditado, quando a esmola é de mais,  até o santo desconfia",  brincou em tom de revolta a encarregada de loja, Vanessa Santos, 35 anos.

No período vespertino percorremos a região do Imbirussu, no bairro Nova Campo Grande, saída para Aquidauana, fomos acompanhar a entrada dos alunos na Escola Municipal Coronel Sebastião Lima. Como era de se esperar, pais revoltados com a real situação do momento, a falta do kit escolar. Uma professora que não quis se identificar alertou que todos os anos na rede municipal tem essa demora, mas os kits chegam. "Todo mundo faz uma polêmica por causa desses materiais, é normal esse atraso, se tem pai que não tem condições, a escola dá um jeito e compramos de improviso", disse a educadora.

Eloá da Costa, 34 anos. manicure, tem dois filhos nessa mesma escola. Ela conta que o atraso na entrega dos kits e até dos uniformes é uma situação de total despreparo da prefeitura. "Isso é uma vergonha, a gente tem que apertar nas finanças para comprar o material para os filhos. Isso é lei, o governo é obrigado a dar esse material", revoltou a manicure.

"Esse negócio de deixa o homem trabalhar não existe, colocamos o Bernal lá pra fazer algo e não está fazendo nada, só reclama, joga a culpa no governo passado, não se explica direito", disse a dona de casa Roseli Luz, 39 anos.

Mesmo sem os kits tem pai que não se importa com os materiais dados pelo governo aos alunos das escolas públicas. É o caso do motorista Marcos Pereira, 41 anos. "Tenho dois filhos que estudam aqui. Se o governo não deu ainda para mim tanto faz como fez, eu trabalho e compro para dar para minhas crianças, lógico quando se ganha é ótimo, mas eu não espero cair do céu , e meus filhos me cobram , como vão começar o primeiro dia de aula sem um caderno ou caneta para escrever?", indaga o motorista.

Passo de Tartaruga

No dia 27 de janeiro, três lotes de kits escolares foram apresentados e homologados na Central de Compras da Prefeitura de Campo Grande e o representante da empresa Brink Mobil Equipamentos Educacionais Ltda, vencedora da licitação, Ciriaco Pereira Freire Júnior, declarou que tem 30 dias a partir da nota de empenho para fazer a entrega. Já a compra de uniformes não foi sinalizada pela Prefeitura de Campo Grande e nada foi divulgado no Diário Oficial do município. 

Na maioria das escolas municipais a primeira atividade dos alunos e professores foi a acolhida, onde a equipe de professores é apresentada aos alunos. Foto: Geovanni Gomes
Na maioria das escolas municipais a primeira atividade dos alunos e professores foi a acolhida, onde a equipe de professores é apresentada aos alunos. Foto: Geovanni Gomes
Na maioria das escolas municipais a primeira atividade dos alunos e professores foi a acolhida, onde a equipe de professores é apresentada aos alunos. Foto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni Gomes

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