Os moradores da avenida Tamadaré e do bairro Jardim Seminário, região norte de Campo Grande, enfrentam transtornos com as obras de pavimentação e drenagem executadas no local. A ordem de serviço para execução foi assinada em agosto pelo prefeito Gilmar Olarte (PP), porém a população afirma que as obras seguem paradas e em passos lentos em alguns trechos.
As promessas de recapeamento na principal via de acesso à UCDB (Universidade Católicas Dom Bosco) vêm desde a gestão do prefeito cassado, Alcides Bernal (PP). Na época, o pacote de obras anunciado em alusão ao aniversário de 114 anos de Campo Grande, previa o recapeamento de seis avenidas, entre elas a Tamandaré. Porém, a ordem para execução do serviço aconteceu apenas um ano depois.
Estudantes que frequenta a universidade estão sendo diretamente afetados pelas obras. O único acesso ao ponto de ônibus, localizado em frente à instituição, está é uma risco para os alunos, pois apresenta uma vala logo no acesso a faixa de pedestres, além de muita lama. “Está assim desde o começo de outubro. Estão enrolando. Quebraram para mexer e ainda não concluíram. Isto dificulta para quem vem correndo pegar o ônibus”, afirma a estudante de engenharia Civil, Francielli Strada, 18 anos.

Em frente a UCDB, tábuas foram colocadas para a passagem de pedestres. (Foto: Deivid Correia)
Via de acesso para a rodovia MS-010, saída para a cidade de Rochedo, a situação da avenida Tamandaré também apresenta risco de acidentes graves para motoristas, já que está com uma das mãos com fluxo praticamente interrompido. “Os motoristas estão tendo que andar na contramão”, relata a funcionária pública, Sheilla Guimarães, 38 anos.
Com uma propriedade da família na região, Sheilla afirma que as obras estão paradas há cerca de duas semanas. “Trouxeram estas manilhas e deixaram assim. Máquinas praticamente não vemos por aqui e com a época de chuva o caos é maior ainda”, afirma.

Com frequencia, veículos se arriscam na contramão desde que as obras começaram na avenida Tamandaré. (Foto: Deivid Correia)
Pavimentação
Se nos trechos asfaltados a sujeira provocada pelas obras já incomoda, a situação dos moradores que aguardam a pavimentação é ainda pior. A rua Santa Brigida abriga o canteiro de obras, mas na maioria das vezes não é pela ruas que as máquinas estacionados no local trabalham. “Saem de manhã e só voltam no final da tarde. Faz mais de uma semana que não trabalham por aqui”, afirma o estudante de engenharia civil, Jaime Mercedes Leite Costa, 20 anos.

Buracos são principal alvo de reclamções da demora. (Foto: Deivid Correia)
Na rua Santa Genoveva, um buraco está aberto no meio da rua, dificultando, inclusive o estacionamento de veículos nas residências. Na esquina da rua São Faustino com avenida Tamandaré se concentram grande parte das obras, mas no momento que a reportagem do Top Mídia News esteve no local, não havia homens trabalhando.
Para toda a área do Alto São Francisco e Jardim Seminário foram anunciados investimentos de R$ 42,1 milhões, financiados pela Caixa Econômica Federal, do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Qualificação de Vias Urbanas.







