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Pichação poderá ser enquadrada como formação de quadrilha

Vandalismo

15 JAN 2014
Marcelo Villalba
11h59min
Foto: Reprodução

O prazer pela arte ou simplesmente o vandalismo como característica denomina a pichação como inimiga pública das grandes cidades.  Um ato de demonstrar o que o jovem vive  na periferia e sente em relação ao Estado. Em Campo Grande a pratica vem vandalizando algumas propriedades e teve que receber uma postura mais severa por parte da polícia.

Para tentar barrar o vandalismo o delegado titular da 7ª Delegacia de Polícia, Valmir de Moura Fé, passou a adotar o que chamam de "Tolerância Zero" para o crime, que agora pode ser acarretada também a pena de formação de quadrilha.

No ano passado cerca de 70 pessoas foram detidas pelo crime de pichação.  Das pessoas detidas, cerca de 26 ocorrências foram atendidas pela Polícia Militar, que prendeu em flagrante 19 pessoas.  Os 38 restantes foram detidos pela Guarda Municipal, entre os envolvidos estavam 13 menores de idade.

Valmir pede para que a população não deixe de registrar as denuncias pois isso ajuda na identificação dos locais onde possuem maior incidência de vandalismo.

Com os dados em mãos os investigadores começam a traçar o perfil e ate mesmo o estilo das assinaturas que os vândalos deixam nas paredes que picham.

Além dos pontos críticos, que sofrem com o vandalismo nas regiões centrais e nas mediações da Orla Morena, o bairro Santo Amaro teve destaque ano passado,  o numero de incidentes na região aumentou. O cabreúva e Planalto ainda permanecem na lista dos outros bairros afetados pelo vandalismo.

Mas o delegado garante que as novas imediações afetadas vão receber uma atenção redobrada. "Vamos estacar isso", afirma.

A pessoa que for pega pichando vai responder pelo crime de pichação, podendo pegar de 3 meses a 1 ano de prisão. E se for caracterizado formação de quadrilha a pena varia de 1 a 3 anos de detenção.

Legislativo -  Em 2013 os vereadores, que fazem parte da Comissão Permanente de Meio Ambiente, realizaram uma audiência pública para tentar achar uma solução para o problema das pichações. Caso que não foi levado adiante.

Já em 2008 vereadores aprovaram o que chamaram de "Disque-pichação", o número 153. Mas pelo visto também não vingou e hoje em uma tentativa de denunciar, se houve apenas um telefone mudo. 

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