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terça, 24 de novembro de 2020
Cidades

Candidatos pagariam até R$ 30 mil para serem aprovados em vestibular

FRAUDE

11 novembro 2013 - 09h26Por Ana Rita Chagas

Em depoimento prestado neste domingo (10), os 22 candidatos que foram pegos com pontos eletrônicos durante o vestibular de medicina da Anhaguera Uniderp, confirmaram à polícia que pagariam o valor de até R$ 30 mil, pelos pontos eletrônicos, caso fossem aprovados no vestibular. Durante o processo seletivo 2014/01, realizado na manhã de domingo (10),  a Universidade Anhanguera-Uniderp identificou candidatos tentando fraudar a prova para o curso de Medicina. A polícia militar foi acionada e os suspeitos foram encaminhados para a delegacia.
 

Segundo o policial militar que chefiou a operação de combate a fraude, Fernando da Costa Neves,  alguns candidatos  já teriam antecipado  uma quantia de R$ 500. Entre os 22 presos, apenas dois integrantes do grupo são de Mato Grosso do Sul, e outros dois já cursavam medicina na Bolívia. Durante a operação,  quatros pessoas precisaram de auxilio médico para retirar o ponto eletrônico de dentro do ouvido.Os suspeitos poderão responder ao crime de fraude ao concurso público, caso sejam condenados poderão pegar de um a quatro anos de cadeia.
 

Conforme o delegado Márcio Custódio, dos  22 presos na manhã de domingo,  apenas um rapaz continua preso. Os outros 21 suspeitos pagaram fiança de R$ 2 mil e foram liberados. De acordo com a polícia, o rapaz que está detido ainda não tem o valor da fiança em mãos. O caso está registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro e deve ser encaminhada para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Deufradações.
 

Posicionamento- Primando pela segurança e confiabilidade do processo seletivo, a Universidade informou que utiliza vários procedimentos para evitar qualquer tipo de fraude, do início ao fim do vestibular. Entre os meios utilizados estão detectores de metais e registro fotográfico de cada candidato com o seu documento de identificação; fiscais treinados para monitoramento (incluindo médicos professores e acadêmicos do curso de Medicina), proibição de qualquer tipo de acessório durante toda a duração do vestibular, além da realização de exame de otoscopia (exame do canal auditivo externo e do tímpano efetuado com a ajuda de instrumentos específicos), com o intuito de identificar pontos eletrônicos. Em nota a Universidade informou que repudia qualquer ato criminoso e está à disposição das autoridades para contribuir com o processo de investigação.     

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