A punição a políticos envolvidos com atitudes corruptas não é algo que os leitores do TopMídiaNews acreditam, conforme apontam resultados de uma enquete proposta na página do jornal. Precisamente, 37% dos participantes responderam que não acreditam que pessoas que ocupam cargos na política e cometeram crimes sejam punidos com prisões em 2017, assim como aconteceu em 2016.
Para 30% dos leitores, novas operações que investigam más práticas na administração pública devem surgir, mas também não creem que as mesmas resultem em pessoas atrás das grades. Contudo, o terceiro lugar na enquete, com 13% dos votos, demonstra que parte das pessoas que esperam pela continuidade das investigações tem expetativa para ver políticos presos.
Sem esperanças de que a Justiça seja eficaz, 11% dos participantes acreditam que, mesmo que corruptos sejam presos, devem ser soltos em pouco tempo. A última opção, que compreende 9% dos votos, demonstra confiança no endurecimento das decisões do judiciário com punições mais severas a políticos e em cerco mais fechado na Operação Lama Asfáltica.
Operações
A Operação Lama Asfáltica, que se desdobrou para outras duas linhas investigativas, as operações Fazendas de Lama e Aviões de Lama, comandadas pela Polícia Federal, envolveram dezenas de nomes conhecidos na política, apontados como membros de esquema para desviar verba pública. Contudo, meses se passaram e as prisões determinadas foram apenas de efeito temporário, como foi o caso do ex-deputado federal Edson Giroto.
Já a Operação Pecúnia, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE/MS), resultou na prisão do ex-prefeito da Capital, Gilmar Olarte, que assim como sua esposa, Andreia Olarte, ficou detido por mais de um mês, mas eles pagaram fiança, foram soltos e têm de usar tornozeleira eletrônica. A investigação concluiu que o casal e outras duas pessoas se envolveram em ações de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa.








