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Cidades

16/07/2015 17:20

Por falta de pagamento, obra do Aquário do Pantanal fica sem energia

Calote

A falta de energia que deixa lentas as obras do Aquário do Pantanal nesta semana seria decorrente da falta de pagamento por parte da Proteco Construções, empresa responsável pela obra civil e alvo das investigações da operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, deflagrada na última quinta-feira (9).

De acordo com o engenheiro da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimento), Domingos Sávio, responsável por fiscalizar as obras, a empresa não deu prazo para restabelecer o fornecimento de energia. "Estamos cobrando. A empresa tem que pagar e pedir o religamento", afirmou.

O problema também foi confirmado pelo Governo do Estado. Por meio de assessoria de imprensa, foi dito que empresa já foi notificada e que é necessário estabelecer o serviço imediatamente já que o pagamento do contrato está em dia.

Os funcionários enfrentam problemas para execução das obras, desde a última terça-feira (14). Conforma o Governo, os serviços estão sendo feitos apenas nos locais onde não é necessário a utilização de energia elétrica, prejudicando o andamento da obra que deveria ter sido entregue, inicialmente, em dezembro de 2014.

A reportagem tentou entrar em contato com a Proteco Construções, mas as ligações não foram atendidas.

Atrasos e irregularidades

A última previsão para a inauguração do Aquário do Pantanal é para novembro deste ano. Se cumprida, a entrega será quase um ano depois do último prazo dado pelo ex-governador, André Puccinelli (PMDB), que apenas 15 dias antes de encerrar a gestão admitiu que a maior obra dos oito anos de administração, seria de responsabilidade do sucessor.

O atraso nas obras também ocorreu devido a instauração de uma auditoria para investigas irregularidades na construção do Aquário do Pantanal. Apesar de não prolongar o fechamento da obra para avaliação, a comissão constatou irregularidades, como o sumiço de R$ 3,8 milhões proveniente do Fundo Estadual do Meio Ambiente. Antes disto, a obra já tinha sido alvo de investigações do MPE-MS (Ministério Público Federal)

Lama Asfáltica

A Operação Lama Asfáltica, deflagrada na manhã da última quinta-feira (9), investiga uma organização criminosa que teria fraudado diversas licitações em obras públicas de Mato Grosso do Sul. Até o momento, a polícia estima prejuízos de R$ 11 milhões aos cofres públicos sobre o montante fiscalizado, que soma R$ 45 milhões.

A ação da PF (Polícia Federal) em conjunto com a Receita Federal, a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal de Campo Grande, em residências e empresas dos investigados.

Foram vistoriadas as casas do ex-secretário municipal de administração, José Antônio de Marco, do ex-secretário estadual de obras, Edson Giroto, as propriedades do empresário João Amorim e a sede da Seinfra/Agesul.

De acordo com a Receita Federal, as investigações começaram a dois anos, quando foram detectados indícios de que importante empresário de Mato Grosso do Sul, possivelmente João Amorim, e diversas pessoas ligadas a ele corromperiam servidores públicos, fraudando licitações e desviando recursos públicos.

Dentre as ações do suposto grupo criminoso consta o direcionamento de licitações a empresários ligados à organização, os quais recebiam valores supostamente superfaturados e repassavam parte dos lucros a servidores coniventes envolvidos. Também foram identificadas vultosas doações para campanhas de políticos.

O nome da operação faz referência a um dos insumos utilizados em obras com indícios de serem superfaturadas identificadas durante as investigações. Além de documentos, a polícia apreendeu durante as buscas uma obra de arte e mais de R$ 747,9 mil, em moedas nacionais e estrangeiras. 

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