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Presidente da FETEMS recebe ameaças de morte após do Leilão da Resistência

Ameaças

5 DEZ 2013
Ana Rita Chagas
08h10min
Foto: Geovanni Gomes

Em entrevista concedida para o Top Midia News, nesta quinta-feira (5), o presidente da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botareli afirmou que sofreu ameaças de morte no fim tarde de ontem (5), em Campo Grande.

Segundo Botareli, a ameaça foi feita após a decisão juíza da 2ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, Janete Lima Miguel que suspendeu a realização do Leilão da Resistência, marcado para acontecer no próximo sábado (7), na Acrissul.  "Isso não vai esmorecer a nossa luta pelas minorias do nosso Estado, do nosso país. Já solicitamos proteção policial e registramos boletim de ocorrência", informou.
 

De acordo com o presidente da Federação, o número de onde partiu a ligação já foi identificado. "A pessoa ligou na sede da FETEMS e se identificou como Maurício pistoleiro. Uma de nossas diretoras ligou para o número e ele atendeu  afirmando novamente que eu iria morrer. Agora com a identificação do número estamos aguardando para saber quem é o responsável por isso", afirma.  

Leilão- O Leilão da Resistência, organizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul  (Famasul) e pela Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), visa  arrecadar recursos para ações voltadas para ações contra as invasões de terras em Mato Grosso do Sul. 

A decisão atende ao pedido do Conselho Aty Guassu Guarani Kaiowá e do Conselho do Povo Terena e estipula multa de R$ 200 mil caso o evento seja realizado. De acordo com a liminar expedida pela Juíza Federal Janete Lima Miguel, titular da 2ª Vara Federal da 1ª Subseção Judiciária da Capital, "as associações visam reverter o dinheiro arrecadado com o leilão no financiamento de contratação de segurança privada para as áreas rurais, com o fim de “resistir” à luta dos indígenas”.

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