Após pressão das categorias que fizeram diversas paralisações e estiveram na Câmara Municipal conversando com os vereadores, o prefeito Gilmar Olarte (PP) concedeu aumento no auxílio de alimentação para duas categorias.
Foram beneficiados os servidores administrativos da Secretaria Municipal de Educação, agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias, do quadro de pessoal da Agência Municipal de Prestação de Serviços à Saúde.
A informação foi publicada no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) de ontem (27). Conforme o texto, a bolsa dos servidores da educação passou de R$ 120 para R$ 190 enquanto o benefício dos agentes de saúde e combate a endemias subiu de R$ 140 para R$ 160. O dinheiro ficará disponível através de cartão magnético, com recarga mensal que é realizada automaticamente até o 10º dia útil do mês.
Permanecem inalterados os auxílios dos técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem, da Secretaria Municipal de Saúde Pública, de R$ 140, e da Guarda Municipal, que é de R$ 150, lotados na Secretaria Municipal de Segurança Pública.
A bolsa-alimentação fica suspensa em casos de licença sem vencimento; afastamento em decorrência de sindicância ou processo administrativo disciplinar; medida disciplinar; afastamento para promover campanha eleitoral. para exercer mandato como dirigente de entidade de classe ou afastamento do respectivo órgão de lotação, e licença médica superior a 30 dias.
Pressão
Os agentes comunitários de saúde e de endemias estiveram na Câmara Municipal na última quinta-feira (21) para pressionar os vereadores a aprovarem a tabela do piso nacional dos servidores. Eles cobram o reajuste já para este ano, em período que a Prefeitura da Capital alega não ter dinheiro para dar aumentos.
Segundo Marcos Tabosa, presidente do Sisem (Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos de Campo Grande), hoje a verba dos agentes já é carimbada (destinada) com pagamento de 95% do recurso federal e 5% será custeado pela prefeitura. "O município não terá muitas perdas já que o impacto será de R$ 120 mil e deverá atender 1.750 agentes", explicou o presidente do sindicato.
Já os servidores administrativos da rede municipal de ensino paralisaram as atividades na segunda-feira, dia 4 de maio, em protesto contra ocorrências de assédio moral dentro das escolas, falta de diálogo com o Executivo, por melhores salários, contratação de mais efetivo e redução da carga horária dos secretários escolares.







