Após a Operação Lama Asfáltica, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou que o Aquário do Pantanal, que seria entregue em novembro deste ano, só ficará pronto em 2016 e ainda sem data definida. O tucano explica que espera uma posição jurídica da empresa Egelte para conseguir retomar a obra, empreita emblemática da administração do peemedebista e ex-governador do Estado André Puccinelli.
"Vamos concluir as obras inacabadas com Egelte ou sem Elgelte. Vamos saber isso juridicamente no ano que vem quando iremos concluir as obras", alertou Azambuja.
A demora aconteceu devido ao governo estar aguardando a resposta da Egelte Engenharia Ltda, vencedora da licitação que, de acordo com as investigações da Polícia Federal, foi obrigada a subcontratar a Proteco Construções, do empresário João Alberto Krampe Amorim, pivô da Operação da Lama. Os contratos com a Proteco foram suspensos após recomendação do MPF (Ministério Público Federal).
A entrega do Aquário do Pantanal estava prevista para novembro, mas as obras ainda estão paralisadas por tempo indeterminado. O projeto preê 32 tanques, sendo 26 internos e oito externos, mais um auditório com capacidade para 250 pessoas, uma biblioteca, seis laboratórios e um museu.
Segundo a planilha de contratos da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), até junho de 2015, foram gastos R$ 154.665.635,43. A previsão inicial era de R$ 84 milhões. Há um saldo de R$ 17,8 milhões, mas ainda não é possível prever o custo final da obra, pois alguns ajustes podem obrigar o Governo a realizar novos aditivos.







