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Cidades

29/06/2015 14:44

Produtores rurais reclamam da violência durante as ocupações indígenas em MS

Os conflitos entre índios e produtores rurais continuam causando derramamento de sangue no interior de Mato Grosso do Sul. Em discussão sobre os conflitos no campo, realizada na manhã de hoje (29) na sede da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), a maior reclamação da classe rural é da violência empregada durante as ocupações.

Proprietária de uma fazenda no Distrito de Tagi, em Aral Moreira, Marilene Lolli Ghetti Maganha afirma que os índios destruíram os móveis, roupas e alimentos, além da estrutura das residências dos funcionários da fazenda, que estão assustados, sendo abrigados por vizinhos da área ocupada.

“Destruíram tudo. Os empregados não dormem, estão preocupados com as ameaças. Um levou uma coronhada com a arma, registramos boletim de ocorrência. Meu marido está em pânico. É desanimador para uma pessoa que só paga imposto ver sua terra sendo invadida dessa forma. Onde está a Polícia Federal para salvar os nossos empregados?”, questiona.

Dono de uma propriedade em Coronel Sapucaia, Agnaldo Ribeiro relata que não conseguiu retomar a produção após conquistar na Justiça a reintegração de posse. O clima de insegurança na região teria afastado os trabalhadores que temem ficar reféns dos índios durante novas ocupações.

“Nós não queremos guerra com indígenas, se for possível queremos nos associar a eles para defender os interesses comuns. A minha fazenda eu recuperei, mas não consigo encontrar empregados para trabalhar lá. Ninguém quer”, afirma.

Foto: Geovanni Gomes

Foto: Geovanni Gomes

Rui Escobar, de Paranhos, reclama da truculência dos povos indígenas e afirma que a classe produtora ficou indefesa, pois não pode revidar com igual violência. Ainda segundo ele, índios paraguaios se naturalizam brasileiro para participar das ocupações.

“Na minha fazendo fizeram sequestro e cárcere privado das nove pessoas que estavam lá. Destruíram a casa, os móveis e os animais. Uma ação de vândalos mesmo. E juntam pessoas do Paraguai porque lá não tem moleza. Índio que invade fazenda morre e agora eles estão vindo pra cá”, acusa.

Único representante do movimento indígena presente na reunião, Élcio Terena, afirmou que ficou comovido com os relatos dos fazendeiros e ressaltou a inércia do Governo Federal na resolução dos conflitos. Também recordou a precariedade das aldeias sul-mato-grossenses e o uso de índios para o tráfico de droga.

“Eu não vejo seres humanos e fazendeiros, são todos humanos. O que eu vejo é a falta de interesse da presidente [Dilma Roussef, PT] em resolver os conflitos. Ela está nos Estados Unidos limpando a barrada dela. Gastão bilhões com o Petrolão, mas não tem R$ 1 bilhão para indenizar os fazendeiros, prefere o derramamento de sangue”, justifica.

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