Os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande estão reunidos na manhã desta sexta-feira (07) na sede do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), em assembleia, para discutir a situação de greve. Na programação, os docentes estão concentrados e aguardando a chagada do prefeito Gilmar Olarte (PP) na Capital. O chefe do Executivo chega às 10 horas de São Paulo, onde foi à procura de recurso para fazer o pagamento dos 8,46% de equiparação ao piso salarial dos professores.
Os professores ficarão concentrados até às 9 horas da manhã, onde iniciam a passeata para seguir até ao Paço Municipal para fazer uma nova rodada de conversação. Segundo a assessoria de imprensa da ACP, das 94 escolas de Campo Grande, 66 estão com as atividades paralisadas, isto corresponde a 75%.
Nesta quinta-feira (06), a secretária Municipal de Educação de Campo Grande, Ângela Maria de Brito, acompanhada do secretário de comunicação, Edson Godoy e de seu adjunto, Osvaldo Ramos Miranda, convocaram a imprensa para falar sobre a possibilidade de paralização – não mencionaram greve – onde enfatizaram que o ano letivo pode ser prejudicado em caso de paralização se estenda até a próxima terça-feira (11).

Segundo discorreu a secretária, o Lei de diretrizes e Bases da Educação (LDB), preconiza que o ano letivo cumpra 200 dias letivos e, caso haja uma paralização neste mês de novembro, as aulas deverão avançar além das férias de dezembro e, dependendo da quantidade de dias, o ano letivo poderá se estender até janeiro de 2015.
Durante a manifestação realizada na Câmara Municipal de Campo Grande, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) disse que faltou planejamento da atual administração, que estava ciente da parcela de 8,46% a última e menor a ser incorporada ao salário dos professores, e enfatizou que se Gilmar Olarte tivesse feito a demissão de 900 comissionados haveria uma folga na folha de pagamento da Prefeitura, suficiente para pagar o reajuste e o 13º salário dos servidores.
“No dia 13 de março, a folha de pagamentos era de R$ 6 milhões, em outubro, segundo me informou a secretaria de planejamento, a folha saltou para R$ 13 milhões, por conta dos comissionados. Foram contratados 1.778 comissionados e o total já ultrapassa 2.000”, disse Luiza Ribeiro.
O vereador Edil Albuquerque, justificou os problemas financeiros da Prefeitura dizendo que houve uma perda de Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da ordem de R$ 8 milhões, mas não soube informar o por que dessa perda.
O prefeito chega às 10 horas, e pode trazer novidades sobre a tentativa de empréstimo de R$ 50 milhões da outorga onerosa da Concessionária Águas Guariroba.








