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Professores realizam protesto contra atos de Michel Temer em Campo Grande

A manifestação acontece na Praça do Rádio Clube até às 14 horas

11 NOV 2016
Rodson Willyams e Dany Nascimento
10h15min
Foto: Dany Nascimento

A ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) promove nesta sexta-feira (15), na Praça do Rádio Clube, o Show Protesto. Os professores paralisaram as suas atividades para protestar contra diversos atos promovidos pelo atual governo do presidente da República, Michel Temer, do PMDB. Com isso, 400 alunos estão sem aula na rede estadual e municipal, em Campo Grande. 

Os professores protestam contra a PEC 241, atual PEC 55 (tramitando no Senado) e demais medidas que atacam os direitos da população brasileira como a terceirização, a Lei da Mordaça, o PLP 257, o PL 4567, a reforma da Previdência, a reforma do Ensino Médio, a flexibilização do contrato de trabalho, a prevalência do negociado sobre o legislado, e em defesa da lei do piso.

Segundo presidente da ACP, Lucílio Nobre, os docentes são contra diversos pontos que estão sendo implantados pelo atual governo federal. "Somos contra essa PEC 55 que retira investimentos e penaliza  o servidor público", comenta. 

Para ele, o certo seria fazer uma 'auditoria' nas contas do governo. "A gente precisa saber o que estamos pagando.  Queremos sensibilizar os senadores, não apenas de Mato Grosso do Sul, mas de todos os estados, para que eles digam não a essa PEC. As ocupações estão acontecendo porque o governo federal não debate as questões com a população". 

Professora há 15 anos, Silvana Diehl Colombelli, de 59 anos, afirma que o país vive um momento de 'total retrocesso'. "Não é só o servidor que perde, mas toda a população. Toda luta da categoria corre o risco de ser eliminado pela terceirização", pontua. 

Silva ainda explica que a PEC 55, por exemplo, prevê a predominação de um golpe. "Ela obriga o trabalhar a ficar mais tempo no trabalho. Porque o governo não informa aonde está o dinheiro da previdência"?, questiona. 

Outro a comentar, é o professor Orlando Rodrigues, de 54 anos, que releva que a PEC coloca toda a penalização em cima do trabalhador brasileiro. "O governo não se preocupou em taxar as grandes fortunas. Só penaliza os assalariados. Eles não dão o devido valor que o trabalhar precisa. A gente vê cada vez menos empregos surgindo. Não tem transparência com o dinheiro público". 

Waldecir Alves de Almeida, de 51 anos, há 20 anos como professor afirma que, apesar dos protestos ocorrendo em todo o país, não tem dúvidas que infelizmente a PEC vai passar. "O país vai retroceder e isso vai ser uma vergonha, um processo negativo. O Brasil era uma referência no neoliberalismo, e agora, foge de qualquer tipo de referência. É um vexame público". 

E ainda destaca, "a coisa só tende a piorar. Ano que vem será ainda pior e tudo por incompetência de quem administra o país. Hoje há um índice de desemprego, e vejo que os pequenos comércio serão penalizados", finalizou. 

O Show Protesto fica até às 14 horas na Praça do Rádio. Além disso, está prevista ainda hoje, uma mesa redonda na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em que será feito um debate sobre os diversos temas apresentados. 


Durante o ato na praça do Rádio Clube, haverá apresentação teatral com o Grupo Imaginário Maracangalha, show tributo a Raul Seixas com a banda Moscas de Bar, discursos e panfletagem a fim de esclarecer a população sobre os malefícios que tais medidas provocam.

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