Os professores da Rede Estadual de Ensino deram um ultimato para o governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, para tentar que o tucano cumpra as promessas que fez durante a campanha eleitoral e no início da gestão. O chefe do Executivo fechou acordo, anteriormente, garantindo que pagaria 10,98% de reajuste à classe até amanhã (15), mas agora sinaliza que não vai cumprir o que falou.
Nesta sexta-feira vence o prazo para a confirmação do reajuste. “Vamos ter uma assembleia pela manhã, e espero que tenha a participação do governador, e ver qual indicativo tomaremos”, alertou Roberto Botarelli, presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul).
Hoje, 75% das escolas da Rede Estadual deixaram de abrir as portas, devido à paralisação dos professores, o que afetou cerca de 200 mil estudantes.
Caso o governador não cumpre o que prometeu, haverá duas novas assembleias no início da próxima semana, e uma greve por tempo indeterminado pode ser deflagrada já a sexta-feira.
“Na segunda-feira a classe vai decidir, se optar por greve, começa na sexta”, comentou Botarelli, na manhã desta quinta-feira (14).
Pressão
Professores estiveram hoje na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, para pressionar os deputados estaduais a não votarem projeto polêmico enviado à Casa por Reinaldo. Eles conseguiram a retirada da matéria de pauta.
O Projeto de Lei em questão é o de número 48/2015, que altera o PL nº 3244/2006, que trata sobre as eleições de diretores na Rede Estadual de Ensino, por conta disso, os estudantes da Rede Estadual não terão aula amanhã.







