Aproximadamente mil professores das redes municipal e estadual de ensino lotam o plenário da Câmara Municipal da Capital na manhã desta quinta-feira (28). Segundo o professor Geraldo Gonçalves, presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Professores), os profissionais ficarão na Casa de Leis durante todo o dia, até que uma solução seja tomada sobre o reajuste deste ano, conforme previsto na Lei 5.411/2014.
"Os vereadores são avalistas do prefeito Gilmar Olarte (PP), porque ele veio aqui e garantiu aos parlamentares que iria cumprir a lei. Então, hoje nós vamos ficar durante todo o dia até que o Chefe do Executivo tome uma posição", afirmou o presidente da ACP.
Os vereadores dizem apoiar o movimento dos professores. "Apesar de chegar ao limite da responsabilidade fiscal, isso não é motivo para não conceder o reajuste aos professores, que é um direito deles", comentou a vereadora Luiza Ribeiro (PPS).

Já os professores da Rede Estadual decidiram , em assembleia, que irão em todas as casas de leis para pressionar o governador a cumprir a lei. "Nesta semana nós estamos indo em todas as casas dos municípios para pedir apoio e usar a tribuna. Hoje nós temos mais de 20 mil professores e seis mil servidores administrativos. Deste total 75% em greve. Nós não temos previsão de retorno tudo depende do governo", disse Roberto Botarelli, presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação).
"Hoje nós estamos sendo vitimas da falta de cumprimento da lei", finalizou o professor Geraldo.
Greve Rede Municipal
Os educadores da Reme estão em greve desde a última segunda-feira (25) e lutam pelo aumento de 13,01%, que leva o salário base para R$ 1.917,78 por 20 horas trabalhadas, como estabelece o Piso Nacional.
Greve Rede Estadual
Já os professores da rede estadual, decidiram paralisar suas atividades ontem (27), e segundo o Robert Botarelli, um professor que cumpre jornada de 20 horas, tem remuneração inicial de R$ 1.331 e que o ideal seria R$ 1.917, conforme o piso nacional. Para isso, precisaria do reajuste de 10,92% exigido pelos profissionais, mas o governo propôs apenas 4,37%.







