Os professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande (REME), após reunião onde foi decidida a greve por tempo indeterminado dirigiram-se à Câmara Municipal da Capital para cobrar a coparticipação dos vereadores na Lei aprovada por eles e não cumprida pelo prefeito Gilmar Olarte (PP).
O líder do prefeito, Edil Albuquerque (PMDB) informou da tribuna que o prefeito foi nesta quinta-feira (6) para São Paulo tentar junto à administração da concessionária Águas Guariroba um adiantamento de R$ 50 milhões da outorga onerosa que permitirá à administração municipal pagar a diferença salarial da categoria e o 13º salário dos servidores e, sob vaias, pediu aos professores mais dois 2 dias de “paciência”.
Edil ainda informou que depende de a concessionária ter condições de antecipar o pagamento pretendido por Olarte, e salientou a necessidade de aprovar o aumento de 18% no Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU) para que a prefeitura consiga os recursos necessários para efetuar os pagamentos que estão pendentes.
Professora Rose não se envolve
A vereadora e vice-governadora eleita, Rose Modesto (PSDB), questionada sobre seu apoio, ou não, à greve , se limitou a informar que sabe do esforço que o prefeito tem feito para conseguir a antecipação dos valores junto à Águas Guariroba e que, assim que ele retornar a Campo Grande, pedirá uma reunião para, se possível, auxiliar na resolução deste problema. Em relação à greve da categoria à qual pertence, preferiu não se posicionar, ainda que reputem como sendo sua a indicação da secretária de Educação.
Falta de planejamento
A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) disse que faltou planejamento da atual administração, que estava ciente da parcela de 8,46% a última e menor a ser incorporada ao salário dos professores, e enfatizou que se Gilmar Olarte tivesse feito a demissão de 900 comissionados haveria uma folga na folha de pagamento da Prefeitura, suficiente para pagar o reajuste e o 13º salário dos servidores.
“No dia 13 de março, a folha de pagamentos era de R$ 6 milhões, em outubro, segundo me informou a secretaria de planejamento, a folha saltou para R$ 13 milhões, por conta dos comissionados. Foram contratados 1.778 comissionados e o total já ultrapassa 2.000”, disse Luiza Ribeiro.
O vereador Edil Albuquerque, justificou os problemas financeiros da Prefeitura dizendo que houve uma perda de Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da ordem de R$ 8 milhões, mas não soube informar o por que dessa perda.
Coparticipação
O presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Geraldo Gonçalves, ocupou a tribuna e disse que os professores estavam ali para cobrar dos vereadores que cobrem o prefeito para que ele cumpra a lei. “A Casa tem compromisso porque aprovou a lei, e os vereadores são os guardiões da população. Então devem atuar para resolver essa situação”, disse Geraldo.
Centenas de professores se manifestaram sob observação da Guarda Municipal que teve reforço para evitar manifestações mais contundentes.







