O presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação), professor Geraldo Gonçalves, informou hoje (6) que os advogados do sindicato devem participar de nova reunião, a partir das 15h, com o prefeito Gilmar Olarte (PP) e uma comissão da prefeitura para tratar um acordo para o fim da greve, ainda sem previsão.
Pela manhã, a categoria iria se reunir com o secretário de Administração, Wilson do Prado, para contestar as declarações do prefeito de que a prefeitura não tem dinheiro para atender a classe, que pede o parcelamento dos 13,01% dividido em 10 vezes ao custo de R$ 400 mil por mês a prefeitura. Segundo Gonçalves, a conversa teve de ser suspensa, pois o secretário-adjunto de finanças da Prefeitura, Ivan Jorge, afirmou ter outra agenda a cumprir.
Conforme o presidente do sindicato, a prefeitura recebe recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e do Tesouro para investir em gastos com a folha de pagamento. "Estes recursos não seriam pouco e seria suficiente para atender o pedido dos professores de parcelar o 13,01% em 10 vezes que custaria aos cofres R$ 400 mil a prefeitura". O professor ainda explicou que a contabilidade da prefeitura é pública e esta no Diário Oficial da prefeitura.
"O prefeito poderia gastar até 60% do recurso do Fundeb e ele gasta 67%. Tem ainda o recurso do tesouro e ainda assim, a prefeitura não quer cumprir a lei", explica o professor.
Geraldo ainda falou com o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar, que o encontro com prefeito não teve resultado e informou que as negociações com a prefeitura não andou. Ele ainda afirmou que na próxima terça-feira, as 10h30, farão uma nova assembleia para tratar sobre a greve.
Ações - O professor afirmou que o prefeito perdeu a ação que previa a multa de R$ 100 mil e mais a que solicitou a sua prisão porque não teria pago as custas processuais. "Ele não pagou e os processos fora arquivados", declarou.
Sobre a declaração que o prefeito entraria na justiça para cortar os pontos dos professores em greve, Geraldo apenas declarou que “a greve é legal e tem o reconhecimento da Justiça. Se for real esse pedido, o que tenho a dizer é que a prefeitura está sendo muito equivocada”. Segundo ele, os advogados do sindicato não foram informados sobre nenhuma ação nesse sentido.
Perguntado sobre a existência da solicitação judicial, Paulo Matos, chefe de gabinete da prefeitura, também disse que “não foi discutido nada sobre isso, não tenho conhecimento”.







