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Cidades

19/11/2014 10:08

Professores suspendem greve e dizem voltar às aulas ‘de cabeça erguida’

Capital

Os professores suspenderam da greve da Reme (Rede Municipal de Ensino), que se arrasta desde o início deste mês, após assembleia geral na manhã desta quarta-feira (19). Mesmo com derrota na Justiça, que mandou os profissionais voltarem ao trabalho, a classe diz que volta às salas de aula de “cabeça erguida”.


Segundo os representantes do magistério, com a entrada de ações judiciais cobrando o reajuste de 8,46%, não há mais necessidade da paralisação. Porém, a classe alerta: se o aumento não for confirmado, o ano letivo de 2015 começa com nova greve dos professores.


“Entendemos que a partir do momento que o sindicato entrou com ações judiciais, não há mais motivo para a greve”, revelou um dos profissionais presentes na assembleia, Athaíde Oliveira. A reunião ocorreu na sede da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública).

Assembleia dos professores decide por fim da paralisação (foto: Geovanni Gomes)


Os professores decidiram retornar ao trabalho após duas derrotas na Justiça. A primeira determinou que 80% da classe deve estar efetivamente em sala de aula; a segunda cancelou o a obrigação da Prefeitura de Campo Grande pagar os 8,46% de aumento, previstos para este mês.


O prefeito Gilmar Olarte, porém, afirmou que vai efetivar o reajuste, mas deu como condição os professores voltarem ao trabalho.

Greve
Os professores estão em greve há quase duas semanas. Várias escolas municipais de Campo Grande permanecem de portas fechadas, o que leva o término do ano letivo para 2015. A categoria pede o cumprimento da Lei 5.189, de 2013, que determina a integralização do piso salarial municipal, que atualmente é de R$ 1.564,97, ao piso salarial nacional, de R$ 1.697,37.


Defesa e contra ataque 

Assembleia dos professores decide por fim da paralisação (foto: Geovanni Gomes)

Conforme o advogado da ACP, Amilca da Silva Junior, agora o processo depende da Justiça, já que o sindicato entrou com uma reconvenção (contra-ataque) do pedido do prefeito Gilmar Olarte (PP).  


"Ele entrou com o ataque jurídico e nós estamos entrando com o contra-ponto, é como se fosse uma nova ação. Nessa ação impetrada pela ACP,  os professores afirmam que o prefeito não provou em documento não ter o dinheiro em caixa, como alegou ao juiz" explicou.

 

Nesta reconvenção os professores alegam danos morais e material, pelo fato dele (prefeito) não ter cumprido a lei do aumento.    

****Matéria editada para acréscimo de informações às 11h11

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