O vereador Edil Albuquerque, do PMDB, deve encaminhar a partir desta sexta-feira (27) até a próxima segunda-feira (30), a readequação no projeto de lei complementar sobre o Instituto Mirim à Câmara Municipal de Campo Grande. O projeto foi encaminhado pelo prefeito Gilmar Olarte, do PP, onde o objetivo principal é retomar o patrimônio e o comando da Instituição que sofreu mudança no estatuto em 2009 e 2013, transformada em uma Organização Não Governamental (ONG) e desvinculada da prefeitura.
Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (26), o projeto chegou a entrar em pauta, mas foi retirado de pauta pelo vereador Edil Albuquerque, atual líder do prefeito, que explicou que o projeto não poderia ser apresentado de maneira simples, e sim como projeto complementar, por este motivo acabou retirado do expediente.
Na prática, o projeto de lei completar pretende reaver os prédios e os professores que estão cedido para a Instituição. Porém, segundo a assessoria de imprensa do Instituto Mirim revelou que existe um contrato de cedência para o Instituto do espaço por 20 anos e que mesmo que o projeto seja aprovado, a prefeitura não pode fazer o convênio com ela mesma.
Atualmente, os professores da unidade Carandá estão em greve e chegaram a denunciar que a diretora Mozana Ferreira Campos estaria provocando perseguição e assédio moral. O corpo docente ainda revelou que os materiais pedagógicos estariam sucateados e que estaria em péssimas condições de trabalho. Porém, conforme a assessoria de imprensa revelou que as informações transmitidas pelos professores não procedem e que os motivos alegados seriam políticos.
O Instituto Mirim ainda realiza no dia 15 de abril, as eleições para a nova diretoria, e a atual diretora da unidade Carandá, Mozana já teria declarado que não tem intenções de candidatar à reeleição, conforme relatou a assessoria de imprensa.
Disputa política - O Ministério Público Estadual teve que entrar no caso envolvendo o Instituto obrigando a prefeitura de Campo Grande a pagar a dívida de R$ 954 mil. Na época, o promotor Sérgio Fernando Raimundo Harfouche chegou comentar afirmando que o caso se tratava de uma "intriga política", e declarou que o Instituto é mantido com recursos do município e com estrutura e funcionários da prefeitura. A partir disso, a prefeitura foi obrigada a repassar os recursos para a ONG.
Com relação ao financeiro da Instituição, a assessoria de imprensa explicou que a prefeitura ainda é o maior parceiro do Instituto Mirim, pela cedência dos prédios e dos funcionários, além dos recursos, no entanto, a ONG também possuiu convênios com outros parceiros que mantém a receita da unidade educacional que ingressa jovens ao mercado de trabalho em Campo Grande.







