De acordo com o diretor-presidente da concessionária Energisa, administradora da Enersul, Marcelo Rocha, os representantes das 800 famílias da Cidade de Deus estão causando prejuízo a 900 mil clientes em todo o Estado, já que os 500 funcionários do setor administrativo e do call center foram impedidos de entrar na sede da empresa nesta segunda-feira (15), em Campo Grande. Segundo Rocha, uma liminar foi impetrada na Justiça para fazer com que os funcionários possam voltar ao trabalho. Desde às 7 horas da manhã, os moradores protestam em frente a Enersul onde pedem o religamento da energia cortada desde a última quinta-feira (11).
Segundo Marcelo Rocha, os moradores da Cidade de Deus estão resistente a entender a situação, uma vez que o local está com ação de despejo emitido pela Justiça e que a prefeitura não quer se responsabilizar pelos custos, caso a energia seja restabelecida. O diretor-presidente ainda afirmou que o prefeito entrou em contado com ele na sexta-feira (12) e chegou a questioná-lo se ele não estava sendo 'humano' diante da situação.
"Lá não existe segurança, só vamos fazer o religamento se o prefeito assumir a responsabilidade. Não é uma questão de ser humano, mas sim de segurança. Neste local há incidência de pessoas que já tomaram choques e por isso, a luz precisou ser cortada", explicou.

O diretor-presidente ainda falou que uma medida que pode ser tomada seria uma semelhante a que foi realizada na Comunidade da Portelinha na Capital. "Lá foi instalado um disjuntor único e as famílias que permaneceram não ficaram sem luz".
Rocha ainda argumentou que o prefeito junto com os vereadores da Câmara Municipal deviam tomar uma providência loteando o terreno, para as pessoas que moram no local possam ter acesso a energia. "Nós não temos problemas em atender clientes de baixa-renda, onde ao todo 1.800 se enquadram neste perfil. Se for feito isto [o loteamento da área], nós vamos até ao local e instalamos todos os postes de iluminação e os padrões, tudo de forma gratuita", ressaltou.

Conforme o diretor-técnico da Enersul, Marcelo Vinhares, afirmou que atualmente há 17 áreas em Campo Grande que estão com situação similar a da Cidade de Deus. "Desde que assumimos a administração, estamos procurando resolver esta questão blindando a rede. A energia adquirida por meio dos 'gatos' causa oscilação na rede e tudo isso são repassados a todos os clientes, dentro dos 7% previsto na legislação".
Os moradores afirmaram que irão permanecer no local até que um representante da prefeitura ou até mesmo o prefeito vá ao local. Às 14 horas, está previsto na sede da empresa uma reunião com representantes da prefeitura e da Enersul.







