A Receita Federal do Brasil destinou nove oliveiras centenárias apreendidas por entrada irregular no país a universidades públicas, sendo uma delas a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) nesta terça-feira (16).
As árvores, trazidas clandestinamente da Argentina, entraram no Brasil sem cumprir as exigências legais de importação. A entrada de material vegetal depende de autorização do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), já que a falta de certificação fitossanitária pode representar riscos à agricultura, ao meio ambiente e à saúde pública.
Além do risco sanitário, as oliveiras possuem alto valor comercial, podendo chegar a R$ 100 mil por exemplar, sendo muito procuradas para projetos de paisagismo de alto padrão, fator que incentiva o crime ambiental.
Quatro oliveiras foram encaminhadas à Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e cinco à UEMS.
Na UDESC, as árvores serão incorporadas ao paisagismo do campus em Lages (SC). Já na UEMS, além da arborização, as oliveiras serão utilizadas em projetos de pesquisa, extensão e educação ambiental. A entrega oficial ocorreu no campus da UEMS, em Mundo Novo, a 464 km de Campo Grande.
Fiscalização e alerta
As apreensões ocorreram ao longo de 2025, principalmente em municípios da fronteira Sul, como Dionísio Cerqueira (SC) e Santo Antônio do Sudoeste (PR). Investigações indicam que o contrabando das oliveiras está ligado a organizações criminosas que atuam na região de fronteira.
A Receita Federal alerta consumidores e empresas para que verifiquem a procedência das árvores usadas em obras e paisagismo, exigindo documentação e certificação.
Após a apreensão, as árvores passam por rigorosos procedimentos fitossanitários e acompanhamento técnico das universidades, transformando um crime ambiental em benefício científico, educacional e social.







