terça, 13 de janeiro de 2026

Busca

terça, 13 de janeiro de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Cidades

06/12/2014 11:38

Reforma Agrária é debatida em encontro popular

06/12/2014 às 11:38 |

Assessoria

O conceito de Reforma Agrária Popular foi debatido durante o segundo dia do 29° Encontro do MST/MS (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Mato Grosso do Sul), deixando claro que a questão da luta pela terra deixa de ser exclusivamente uma preocupação de camponeses e pequenos agricultores para ser de toda a sociedade brasileira. A atividade acontece no Cepege (Centro de Pesquisa e Estudo Geraldo Garcia), em Sidrolândia.


A mesa de debate foi composta pelos companheiros Vilson Santin, membro da direção nacional do Movimento, José Batista, militante do Movimento Sem Terra de São Paulo e o também José Batista, membro da direção estadual do MST/MS. Os trabalhos de coordenação do debate foram feitos por Cleiton Valença e Marcia Garille, militantes do MST de Ponta Porã, munícipio de fronteira de MS.


De acordo com José Batista (MST/SP) a reforma agrária vista desta forma passa necessariamente pela qualidade de vida da sociedade brasileira e se inscreve na pauta da cidadania do país. “Precisamos lutar pela garantia da Soberania Alimentar, ou seja, o direito dos povos decidirem sobre o que plantar, quanto plantar e que a produção seja destinada em primeiro lugar para alimentação”, disse.


Batista disse ainda que nos últimos anos, a agricultura e a luta pela terra passaram por transformações significativas e preocupantes. “Empresas e bancos estrangeiros, aliando-se aos latifundiários, passaram a investir pesados recursos na compra de terras e de empresas agrícolas para controlar toda a cadeia produtiva, da semente à agroindústria, fortalecendo o agronegócio e o plantio das monoculturas como a soja e a cana-de-açúcar, portanto precisamos nos organizar e intensificar as nossas lutas”, afirma.


Já Vilson Santin deixou claro que o MST se preocupa com uma Reforma Agrária ampla que democratize o acesso à terra, a água e os bens da natureza, impedindo que as grandes empresas se apropriem desses recursos naturais. “Na verdade, até hoje nunca tivemos uma Reforma Agrária no Brasil, apenas uma política de assentamentos, sem enfrentar de fato as causas estruturais da concentração de terras. É preciso pensar em uma Reforma Agrária Popular para dar conta das transformações no campo, enfrentar a pobreza e o êxodo rural que o agronegócio tem imposto, para assim garantir a Soberania Alimentar”, ressalta.


Segundo José Batista (MST/MS) com seu poder econômico, o agronegócio impõe essa produção de monocultivo para toda a sociedade, além de influenciar para que os bancos liberem mais crédito agrícola para essas culturas do que para outros produtos que não são negociados nas bolsas de valores internacionais.


José ainda colocou que a área agrícola de alimentos tem diminuído ano a ano para dar lugar a esses monocultivos. “O resultado é que muito do que os brasileiros comem tem que ser produzido e importado de outros países, como é o caso do “feijão com arroz”, nossa comida mais comum”, conclui.


O Encontro segue no período da tarde com um balanço geral dos debates que foram realizados e uma plenária das mulheres do Movimento. A noite terá a comemoração dos 30 anos com uma homenagem a Egídio Brunetto, liderança do MST, que faleceu há três anos.

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias