Alegando não ter o acesso completo ao relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) deve ingressar somente na próxima semana com o pedido de investigação no Ministério Público Estadual (MPE). sobre o contrato do sistema Gisa (Gerenciamento de Informações em Saúde). A Prefeitura de Campo Grande pagou R$ 10 milhões pela ferramenta, que nunca chegou a funcionar.
A parlamentar revelou que vai pedir ao MPE que seja impetrada uma liminar solicitando o bloqueio de bens dos envolvidos que - nas palavras da própria Controladoria-Geral da União - estão envolvidos no esquema de corrupção de R$ 10 milhões, que foram utilizados na contratação do Gisa. O relatório aponta o envolvimento do ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB) e do deputado federal e ex-secretário Municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) no desvio do recurso.
"Nós queremos que seja recomposto o valor entre R$ 7 a 8 milhões que ocorreram pela falta de pagamento ou pagamentos indevidos conforme apontou no relatório, por isso, a solicitação dos bloqueios de bens". A vereadora vai incluir na lista, o ex-secretário de Saúde da Capital e cunhado de Nelsinho, Leandro Mazina que poderá ser indiciado no esquema do Gisa.
As irregularidades apontadas pela CGU estão os relatórios de atesto de serviços executados sem o detalhamento dos quantitativos de serviços correspondentes aos valores faturados pela contratada; Atesto de notas fiscais de serviços faturadas com valores superiores aos previstos no orçamento da licitação; Pagamentos de notas fiscais sem os documentos comprobatórios da efetiva execução dos serviços faturados (relatórios técnicos da executora); Pagamentos de notas fiscais sem os documentos comprobatórios da efetiva execução dos serviços contratados (relatórios técnicos da executora e termos de aceite do grupo gestor do sistema GISA); Notas fiscais pagas à contratada antes dos atestes de recebimento e aceite dos serviços pelos membros do grupo gestor (pagamento antecipado) e pagamento de valores faturados sem a descrição exata dos serviços efetivamente executados.
Esse relatório ainda foi anexado em outro processo, o inquérito de ação civil pública, que tramita no Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul, com o número 1.21.000.002.163/2013-64.
Investigação - O ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho e os empresários que ficaram responsáveis para executar o serviço poderão ser convidados apela Comissão de Obras a comparecer na Câmara Municipal de Campo Grande para prestar esclarecimento sobre o caso.







