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Reunião para discutir aumento na tarifa de ônibus termina sem acordo na Capital

A equipe de transição de Marquinhos Trad esteve presente e deve encaminhar o problema ao prefeito eleito

7 NOV 2016
Rodson Willyams
12h47min
Foto: Geovanni Gomes

A reunião realizada na manhã desta segunda-feira (7), na Câmara Municipal de Campo Grande, para tratar sobre o aumento da tarifa de ônibus terminou sem definição. Os empresários do setor alegaram custos de manutenção altos, falta de incentivos e redução no número de passageiros. Estes itens fazem parte do cálculo e podem pesar no reajuste da passagem na Capital.  

O diretor da Assetur (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano), João Rezende Filho, reclamou da falta de investimentos por parte da prefeitura em infraestrutura para a mobilidade dos ônibus e de subsídios fiscais para o setor. João ainda alegou que o transporte coletivo tem perdido 200 mil passageiros a cada mês. "Fora os custos com o diesel, que o governo retirou [o incentivo] e que [a diferença] ficou conosco, e o aumento nos salários dos motoristas". 

João Rezende não quis entrar em detalhes sobre o valor de reajuste pleiteado, mas lembrou que a decisão cabe à atual administração, comandada pelo prefeito Alcides Bernal, do PP. "Cabe ao prefeito decidir se mantém o subsídio dos 5% do ISS (Imposto Sobre Serviços)". A data base para a prefeitura decidir se congela ou aumenta a passagem vence no próximo dia 18 de novembro. 


Diretor presidente da Assetur, João Rezende Filho. 

Enquanto isso, os representantes da Comissão de Transição, que também estiveram presentes na reunião, pegaram uma cópia do contrato e levaram a questão para o prefeito eleito Marquinhos Trad, do PSD.

"Não temos nenhuma posição até o momento. A reunião foi apenas para colher dados, ter acesso a números e saber como está o estado desta discussão. Agora vamos levar essas informações até o prefeito e, no momento oportuno, ele dará uma posição", explicou o economista Pedro Pedrossian Neto, que integra a Comissão de Transição. 

Membro da Comissão de Transição, Pedro Pedrossian Neto. 

Segundo vereador Chiquinhos Telles, do PSD, representantes da prefeitura estiveram presentes, inclusive da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agereg), mas não trouxeram nenhum documento referente a possível aumento na tarifa do transporte coletivo. A audiência foi convocada pelo vereador Vanderlei Cabeludo, do PMDB.

Porém, o parlamentar destaca que o fato da concessionária apresentar perda de passageiros é devido à falta da qualidade ofertada pela empresa. "Eles não tiveram nenhum prejuízo, retiraram todos os custos e ainda reclamaram da perda do passageiros. A culpa é deles mesmos que não ofereceram qualidade. E hoje, é fácil comprar um carro ou moto. Agora usar um transporte, que é bagunçado e você fica lá 40 minutos no sol esperando um ônibus passar, é complicado". 

Vereador Chiquinho Telles, do PSD. 

Diante do impasse, a reunião terminou sem definição. O consórcio deve encaminhar uma mensagem para a Câmara Municipal, mas a definição sobre o aumento cabe exclusivamente à prefeitura. Nos últimos anos, o prefeito concedeu aumento via decreto e a proposta sequer foi discutida na Casa. 

A proposta para isenção zero, referente ao ISS, teria que ser encaminhada pelo Executivo à Casa, mas até o momento, nada foi encaminhado. Enquanto isso, o impasse sobre o valor da tarifa do vale transporte fica sem definição. 

Participaram da reunião: Agereg, Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle (Seplanfic), Secretaria Municipal da Receita (Semre), Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e Assetur, além dos membros da Comissão de Transição de Marquinhos Trad e vereadores da Comissão Permanente de Transporte da Câmara Municipal de Campo Grande. Atualmente, a passagem custa R$ 3,25 para ônibus convencional e R$ 3,95 para a linha executiva, o 'fresquinho'

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