A vice-governadora e titular da Sedhast (Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho), Rose Modesto, participou hoje (5) do lançamento do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Pesan/MS 2015 e 2016), que vai levar projetos de nutrição e auxílio técnico para comunidades carentes em Mato Grosso do Sul.
O programa vai beneficiar preferencialmente comunidades indígenas e assentamentos que precisam de um trabalho de qualificação técnica especial considerando as particularidades de cada etnia ou grupo social. “Precisamos dar esse suporte a eles, uma vez que já conquistaram esse espaço da terra”, explica Rose.
De acordo com ela, 15 mil famílias já recebem auxílios para a alimentação, mas agora o objetivo do Governo do Estado, em parceria com a União, é iniciar a qualificação para que essas comunidades possam produzir seu próprio alimento. “Muitas comunidades indígenas e assentamentos precisam desse suporte. Eles estão longe da cidade, não tem emprego. A ideia é que produzam da terra, mas o início é muito difícil”.
Apesar de a economia local ser baseada na agricultura, cerca de 80% dos produtos hortifrúti e granjeiros consumidos no Estado ainda são importados de outras regiões. Todos os municípios que aderirem ao programa estarão aptos para participais de editais específicos para investimentos em agricultura familiar.

Congressistas devem criar o Conselho de Segurança Alimentar Municipal - Foto: Geovanni Gomes
O Pesan tem como objetivo erradicar a pobreza extrema e fortalecer os pequenos agricultores. O projeto foi lançado durante a 4ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Mato Grosso do Sul que acontece na Escola Mariluce Bittar para discutir os eixos temáticos do tema e a aprovação da Carta Política do Estado que deve ser apresentada na Conferência Nacional.
Entre os desafios do projeto está o fortalecimento da agricultura familiar com ênfase na agroecologia e no manejo sustentável da terra e da biodiversidade local, ampliando o mercado institucional de alimentos. Além disso, ampliação do acesso à água de qualidade e saneamento básico, enfrentamento aos problemas de saúde causados pela insegurança alimentar e o apoio às ações de demarcação e regularização das terras indígenas e quilombolas.

Governo Federal disponibilizou R$ 280 milhões de crédito para a agricultura familiar, explica o secretário - Foto: Geovanni Gomes
Segundo o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Arnoldo dos Campos, o Governo Federal vai trabalhar em três frentes, levando os alimentos para as comunidades carentes, oferecendo capacitação técnica para que elas possam se tornar autossuficientes e conscientizando a população da importância de uma alimentação saudável, que automaticamente amplia o mercado consumidor da agricultura familiar.
Em Mato Grosso do Sul, o Governo Federal já atende 1400 famílias indígenas através de programas de assistência técnica e vai incluir mais 3 mil famílias no programa. Ao todo, são investidos R$ 6 milhões ao ano, sendo que cada família receberá um crédito inicial de R$ 2,4 mil para investir na estrutura básica de produção como a construção de espaços para pequenos animais.
Ainda de acordo com o secretário nacional, o Plano Safra 2015 disponibilizou, em julho, R$ 280 milhões para investimentos na agricultura familiar de Mato Grosso do Sul. São recursos disponíveis através do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) que é o financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários e não agropecuários desenvolvidos em estabelecimento rural ou em áreas comunitárias próximas.







