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Santa Casa assegura a volta do serviço de transplantes na Capital

Retorno

18 FEV 2014
Marcelo Villalba e Vanessa Ricarte
11h30min
Imagem: reprodução

Em novembro do ano passado, a Santa Casa suspendeu os serviços de transplantes de rim e coração à população de MS. Na ocasião, complicações no período pós-operatório de diversos pacientes transplantados, apresentaram em 2013 um aumento significativo no número de mortes após os procedimentos cirúrgicos. Tal constatação fez com que a instituição tomasse a difícil decisão de paralisar o serviço, o que causaria grande impacto na vida daqueles que aguardavam um órgão novo.

Hoje pela manhã, o presidente da Associação Beneficente de Campo Grande, Wilson Levi Teslenco juntamente com o diretor técnico do hospital, Dr. Luiz Alberto Hiroki Kanamura convocaram uma coletiva de imprensa para esclarecer quais medidas estão sendo tomadas a fim de que o serviço possa ser novamente oferecido à população.

 

Reajuste técnico - O diretor Kanamura explicou que a Santa Casa irá oferecer um treinamento sobre protocolos de atendimento às equipes que serão responsáveis pelos transplantes de rim e coração, sobretudo no período mais crítico - o pós-operatório.

"É importante ressaltar que o treinamento não é técnico e não é para aprender a operar. Isso, a equipe que havia antes fizeram e fazem as cirurgias de forma excepcional. O treinamento é de protocolo, como deve funcionar a sequência da assistência, que não passa só pela parte médica. Ela passa pelo corpo de enfermagem, funcionários administrativos, laboratório, raios-X, exames e todo o suporte que o paciente precisa ter para que seja bem assistido", afirmou diretor da instituição.

Em relação aos equipamentos utilizados nos transplantes, Kanamura afirmou que durante a vistoria realizada pelo Ministério da Saúde, não foram apontadas deficiências no setor, muito embora precisem de manutenção. "Sabemos que há vários equipamentos que precisam ser modernizados, o que acontece com um carro, o que faz com o que seja natural da evolução tecnológica. A proposta é renovar esse parque tecnológico", afirmou.

O diretor ainda ressaltou que o Ministério da Saúde fará o controle da eficiência dos transplantes de forma bem próxima, usando indicadores de qualidade, com o uso de um prontuário eletrônico único e liberado de acordo com as competências de cada colaborador. As equipes ainda estão sendo formadas, contudo Kanamura frisou: "o critério de escolha na formação das equipes é que elas tenham compromisso com o paciente e com a instituição."

Retorno dos transplantes - O presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), Wilson Levi Teslenco, garantiu o que serviço voltará assim que a instituição terminar o treinamento acerca dos protocolos necessários para os procedimentos cirúrgicos de transplantes de órgãos. "Os transplantes serão retomados. A Santa Casa não irá ter essa perda e a sociedade que usa os transplantes e demais serviços da instituição também não terão, pois as condições para que o serviço seja retomado já estão estabelecidas", certificou.

Questionado sobre o impacto da suspensão dos transplantes na Santa Casa, Teslenco relatou sobre o transtorno que pacientes têm que passar para irem a outros estados a fim de buscar um transplante de rim ou coração. "É inviável no aspecto logístico e humanitário, pois as pessoas já estão debilitadas e levá-las para longas distâncias aumenta esse sofrimento."

O presidente da ABCG prometeu que o serviço voltará com qualidade superior. "Esse problema vai ser resolvido com o retorno de uma nova equipe de transplantes, capacitada, habilitada e certificada pelo Ministério da Saúde."

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