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Cidades

25/07/2014 14:00

Santa Casa promete 'Médicos terceirizados continuam na oncologia'

Oncologia

Essa semana, a Santa Casa de Campo Grande passou por um processo de investigação maciça no setor de oncologia, após a morte de três pacientes que estavam em tratamento quimioterápico.  Os representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão na cidade para apurar os casos, e a suspeita sobre a utilização errada do medicamento Cinco Fluoracil (5-FU) e o potencializador Ácido Folínico nos pacientes.


Na tarde de ontem, o presidente da instituição Wilson Teslenco, se reuniu com familiares das vítimas, e foi orientado pelos representantes da Anvisa, que  a Santa Casa deveria retomar os serviços oncológicos.  De acordo com Teslenco, o principal motivo que levou o hospital a quebrar o contrato com a empresa terceirizada , seria a falta de confiança  entre  as instituições. "A administração demorou para repassar os casos dos óbitos para nós, e isso abalou muito o trabalho prestado.  Na verdade só antecipamos o que já iríamos fazer, assim como fizemos no setor de transplantes", explicou.


Com essa suspensão, os 600 pacientes que recebem assistência, não vão ficar desassistidos, e os R$250 mil que eram destinados para a empresa terceirizada, agora será repassada para o hospital . "A  transição vai ser feita de forma ágil para garantir total segurança e continuidade para os pacientes,  e o mais rápida possível.  Estamos  realizando a contratação do pessoal que irá ser substituído e se for necessário vamos continuar com os funcionários já existente", comentou.


No total, são 14 funcionários que trabalhavam no serviço terceirizado no setor oncológico, destes, cinco são médicos. "Já contratamos uma bioquímica, que deve assumir no dia 1º de agosto", comentou enfatizando que no decorrer do dia a situação dos demais funcionários  será decidida, se permanecem ou não.


De acordo com Teslenco muito provavelmente, os médicos serão mantidos, já que o erro partiu por parte da administração do serviço oncológico e não da prescrição e cuidados médicos.


Para garantir isso a Santa Casa firmou parcerias com  outras instituições como Hospital do Câncer , Hospital de Barretos de Campo Grande e Hospital Regional. Além de estarem negociando de maneira mais amigável possível com a antiga empresa que prestava os serviços, para contribuir e não prejudicar o paciente.


Até o momento Teslenco não informou se o remédio utilizado no tratamento será substituído ou não.  "Não posso te confirmar se vamos continuar ou não. Utilizamos os remédios com aval da Anvisa",  afirmou completando que tudo depende do setor financeiro.


Hoje a Anvisa ainda permanece no Hospital, fazendo parte dos relatórios que servirão para as investigação, que devem ser entregues em 30 dias.  Em seguida  equipes da Santa Casa e da Vigilância Sanitária continuam  o monitoramento no setor oncológico. 

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