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Cidades

11/06/2015 09:59

Secretário denuncia pai de vereador suspeito de cometer assédio sexual

Dourados

O secretário de governo de Dourados, José Jorge Filho, o ‘Zito’, registrou um boletim de ocorrência contra o pai do vereador Maurício Lemes (PSB), que é suspeito de assediar uma colega durante a sessão legislativa da terça-feira (9). Conforme o site Dourados News, o secretário alega ter recebido diversas ameaças do pai do parlamentar, Archimedes Ferrinho Lemes Soares, 66.

O suspeito teria realizado três ligações, entre às 17h38 e 17h42 da terça-feira, dizendo que iria agredir a vítima por ter divulgado detalhes do escândalo na Câmara Municipal para a imprensa. Por sua vez, o pai do vereador negou as acusações e disse que nem mesmo conhece o secretário José Jorge Filho.

O escândalo

Maurício Lemos é suspeito de assediar uma colega de trabalho, a vereadora Virginia Magrini (PP). Nesta semana, ela registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher alegando que ele teria passado a mão em suas nádegas durante sessão ordinária na noite de segunda-feira (8) na Câmara Municipal de Dourados. 

O fato, segundo ela, aconteceu no final da cerimônia durante entrega de uma moção legislativa. Virgínia ainda enfatiza que a agressão foi realizada repetidas vezes e o vereador apenas pediu desculpas após  ela ter anunciado que denunciaria o ocorrido para a polícia.

A vereadora conta que logo após o fato pediu que o presidente da Câmara, Idenor Machado, tomasse providência, mas que ele não entendeu o que aconteceu no momento, já que a sessão ainda ocorria. Logo após o término da sessão Virginia recorreu à comissão de ética da casa de leis.

“Eu nunca autorizei isso e jamais autorizaria no meu local de trabalho. Ainda que eu fosse uma prostituta, ninguém teria direito de fazer isso comigo no meu local de trabalho. No mesmo dia fiz uma declaração de punho próprio e entreguei ao conselho de ética, uma cópia está junto ao B.O.”, explicou ela.

A vereadora conta que tem sofrido pressão de pessoas próximas a Maurício Lemes, que entraram em contato com ela para que omitisse a situação.

“Teve de um lado a turma do ‘deixa disso’ pedindo para que deixasse para resolver apenas internamente, e por outro lado, pessoas que acham que pelo meu jeito de se eu não deveria deixar, para que isso seja apurado. O partido também pediu que eu tomasse uma posição e não teve jeito, não ia ficar em paz se aceitasse essa situação. Tenho medo de represálias, já recebi mensagens que deixei até na delegacia, as quais eu entendo que era uma pressão para que eu não fizesse nada, fico preocupada”, contou.

Para Virginia, o companheiro de trabalho deve receber as punições necessárias e no quesito convivência no trabalho, ela ressalta que não será mais a mesma.

“Eu acho que ele deve ser punido na forma da lei, ele também deve responder por falta de decoro que pune, inclusive, com a perda do mandato. Quanto à convivência no trabalho acho muito difícil a gente conseguir trabalhar no mesmo espaço físico”, finalizou.

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