O secretário Semy Ferraz, responsável pela Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), negou na tarde desta terça-feira (3), durante entrevista exclusiva ao Top Mídia News, que tenha responsabilidade sobre os catadores que manifestam em frente ao lixão e disse que a CG Solurb é quem deve solucionar a situação do local.
Segundo o catador, Rodrigo Leão Marques, de 31 anos, o superintendente executivo da CG Solurb, Élcio Garcia Terra, havia garantido na manhã desta terça-feira (3), que o secretário iria ao local para que entrasse em um acordo com os manifestantes que permanecem na entrada da empresa.
"O Élcio disse que ele viria aqui mas não apareceu. Estamos aguardando, ficaremos por aqui", garantiu o catador. Segundo ele, a principal preocupação é em relação aos dias não trabalhados. "Dependemos desse dinheiro para sobreviver", enfatizou.
O catador contou que o valor recebido pelo trabalho, varia entre R$ 2 mil e R$ 3 mil e que com esse dinheiro, sustenta a casa, onde mora com a esposa, sobrinha e um filho. "Sou o único que trabalha, preciso pagar aluguel. A situação está horrível, sou totalmente dependente deste trabalho", lamentou.
Questionado sobre o compromisso, o secretário respondeu que não foi informado sobre a reunião com os catadores. "Ninguém me disse nada e a Seintrha não tem essa responsabilidade. É uma questão que deve ser solucionada pela Solurb. Firmamos um contrato de mais de R$ 6 milhões para que ela passe o problema, para nós?", indagou.
Após se eximir da responsabilidade, Semy informou que nesta tarde, o secretário Cícero Ávila, da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat) fez uma reunião com alguns catadores, para tratar o assunto. "O objetivo é discutir um saída para os catadores e a Solurb precisa assumir sua gestão", finalizou.
Na reunião foi decidido que a Fundação do Trabalho oferecerá capacitação aos trabalhadores até a Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR) seja construída.







