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Sustentabilidade

Na moda de novo, brechós permitem renovar o guarda-roupa gastando pouco e com qualidade

Segmento vem mostrando um grande potencial em Campo Grande

16 junho 2019 - 11h30Por Nathalia Pelzl

Comprar roupas de qualidade e com preço ‘camarada’ é o desejo de grande parte da população. Seguindo essa linha, os brechós vêm mostrando grande potencial econômico em Campo Grande, para quem sonha em ser dono da própria empresa. 

Neste tipo de comércio é possível encontrar de tudo, seja roupas, sapatos, acessórios e vestimenta para festas temáticas, como Festa Juninas e Halloween.

Super envolvida com este segmento, Val Reis tem duas lojas físicas ,que atendem a ‘galera’ que busca se vestir bem gastando pouco. A empresária e jornalista conta que a ideia surgiu há cerca de quatro anos.

“Era uma coisa que gostava e fazia. Fui pegando gosto pela coisa e virou um negócio, juntei com outras meninas e criamos o coletivo de brechós, que deu um gás e contribuiu para o crescimento dos brechós em Campo Grande, que estava muito atrás do resto do Brasil”, conta.

Com conceito de sustentabilidade, os brechós visam o reuso das peças e a economia no bolso. A procura é grande, mas ainda existe muito preconceito, segundo Val.

(Foto: Wesley Ortiz)

“Ainda tem muito preconceito, porém antes era muito pior. As pessoas não queriam dizer que estavam indo em brechós. Uma vez uma menina que falou assim: 'minhas amigas me perguntam como consigo andar tão bem vestida, com roupas boas e eu falo que compro em boutiques'. Etão eram coisas que me deixavam com o coração apertado. Tipo, a pessoa vem e compra e fala que comprou numa loja de novo? Tinha muito isso, agora está melhorando um pouco, as pessoas assumem que estão comprando em brechós, já tem uma galera que é sustentável “, ressalta.

Em quatro anos, ela conta que já ouviu e viu muito preconceito.

“Pessoas acham que são roupas velhas ou de quem já morreu. Coisas que eu nunca havia pensado antes, clientes  me chamavam de canto e perguntavam 'escuta, isso aqui não é de quem já morreu?'. Aí, eu penso e falo: 'não, galera, o pessoal está aí comprando o tempo inteiro, às vezes compra por impulso, tem coisa que chega aqui com etiqueta'”, comenta.

Como a maioria das empresas, as lojas de Val não funcionam através de doações, sendo que as peças adquiridas são através de muita pesquisa.

(Foto: Welsey Ortiz)

“Não funciona através de doação, eu compro e vendo, é um negócio mesmo. Tem muita gente que oferece pela internet, aí compro os lotes também. Eu compro, lavo e passo, faço todo o trabalho de higienização nas peças e monto. Garimpo também, essa é a parte mais gostosa, garimpar, achar as peças que são a cara do seu brechó e montar os looks, ou trazer as peças, mas tudo higienizado”.

A empresária conta com uma forte aliada na empreitada de popularizar ainda mais os brechós em Campo Grande: as redes sociais. Isso porque, segundo Val,  nessa plataforma as pessoas defendem e compartilham o que gostam.

“Pelas redes sociais você descobre as pessoas afins, que pensam como você. E essas pessoas vão assumindo e criando um grupo. Isso é bacana, pois acaba divulgando, crescendo. Todo sábado chega novidade, o que vai ficando a gente faz saldão e desapega a R$ 2 até R$ 5. Daí quando não vende a gente acaba doando pra alguma instituição e recomeça de novo”, finaliza.

Endereço: 

Avenida  Salgado Filho, 1918 

 

Avenida Raquel de Queiróz, 1468 - SL 8 e 9, Campo Grande 

Av. Salgado Filho, 1918