Os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) rejeitaram a proposta feita pela prefeitura nesta quinta-feira (9). Os educadores vão suspender a greve em 15 dias, durante as férias escolares. As aulas da rede municipal voltam dia 28 deste mês e existe a possibilidade da categoria ainda estar em greve no segundo semestre do ano letivo.
O encontro que aconteceu na noite de ontem, reuniu representantes da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), o secretário de Administração Wilson do Prado, secretário-adjunto da Seplanfic (Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle), o Procurador Geral do Município, Fábio Leandro e a intermediação foi feita pelo Procurador- Geral Adjunto do Ministério Público Estadual, Paulo Passos.
A categoria está paralisada desde o último dia 25 de maio, sempre tentando entrar em um acordo com o prefeito da Capital Gilmar Olarte (PP), que não se reúne com os educadores. Durante o encontro de ontem, o município enviou a proposta de parcelar o reajuste de 8,5% em dez vezes e voltar a negociar o remanescente de 4,5% em outubro deste ano. Segundo o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves o documento não teria 'consistência' e que a prefeitura informou que só pagariam quando o limite prudencial atingir 51,3%.
"Nesses 48 dias de paralisação, a categoria percebeu o descaso do executivo com os professores. Nós parcelamos os 13,01% em dez vezes. Se a prefeitura está com dificuldades nós lamentamos que não tenham olhado a educação com prioridade. Não estamos pedindo nada e sim lutando por nossos direitos. O prefeito não está cumprindo a lei'', ponderou o presidente do sindicato.
Quando interrogado se os professores poderiam entrar o segundo semestre do ano letivo em greve, ele não descartou a possibilidade e alertou que tudo depende se até a volta das férias escolares o prefeito conseguir ter feito um acordo com os educadores.

(Presidente da ACP durante assembleia na manhã desta sexta-feira. Foto: Deivis Correia)
"Vamos suspender a greve, as aulas voltam no próximo dia 28, já no dia 27, às 8h da manhã vamos fazer uma assembleia para decidimos que rumos vamos tomar. Iremos diálogar se o município enviou alguma proposta durante as férias. No dia 27 vamos ter certeza se a greve continua ou não", explicou Geraldo.
O vereador Paulo Pedra (PDT), esteve na assembleia na sede da ACP na manhã de hoje e convidou a categoria para participar das sessões da Câmara Municipal até os vereadores entrarem em recesso.

(Vereador Paulo Pedra convidou professores para participarem das sessões na Câmara Municipal. Foto: Deivid Correia)
"Nós vamos entrar em recesso no próximo dia 17, mas convido os professores a estarem na Casa de Leis até a próxima quarta-feira. Acredito que a presença de vocês seria muito importante. O presidente da Câmara Mário Cesar- PMDB, já disse que se o prefeito não resolver o problema da educação, as sessões vão ser mais rápidas e o Executivo não vai conseguir aprovar os projetos deles", alertou o vereador.







