Três cadeirantes que residem na rua Vera Cruz, localizada no bairro Rita Vieira, em Campo Grande, sofrem constantemente com as dificuldades diárias de locomoção. Onde eles moram a via é extremamente precária e o que seria uma tarefa comum para a maioria das pessoas, acaba sendo um pesadelo para quem depende de cadeiras de rodas.
Após um WhatsApp enviado por um leitor, a equipe do Top Mídia News foi até o local presenciar os transtornos de quem mora no bairro. Michele Cardoso, 29, contou que vive no mesmo local há mais de 20 anos e sempre passou pelos mesmos aborrecimentos. "Dependo de ônibus coletivo, minha família não tem carro, então para eu sair de casa sempre se torna uma grande 'missão impossível'. A rua é cheia de buracos e pedras, quando chove a situação piora ainda mais", lamenta a jovem.
A aposentada Antônia Rufino, 70, é mãe de Ademir Rufino de 43, ele virou cadeirante há cinco anos, após sofrer um grave acidente de carro. Depois da tragédia, Antônia diz que a vida ficou muito difícil. "É uma tristeza! Os políticos tinham que dar um jeito na rua, muitas vezes meu marido senti vontade de passear com nosso filho pelo bairro, mas devido às precariedades da via, não podemos", disse.

Segundo a funcionária pública Nara Vasques de 48 anos, explica que uma equipe da prefeitura até passou uma patrola colocando cascalhos pelo local, mas de acordo com os moradores, isso não resolve o problema. "Basta chover para tudo ficar cheio de buracos novamente. Para eu chegar até minha casa faço malabarismo pelas ruas do bairro", explica.
Conforme uma outra moradora, Enelina de Oliveira, 50, além do transtorno das vias, um outro problema é a iluminação pública. Ela ressalta que devido a escuridão, já teve até casos de estupros em terrenos baldios. "Morro de medo porque minha filha chega tarde da faculdade e aqui é um 'breu' total. Estamos esquecidos do poder público, aqui não temos um posto policial, unidade de saúde e muito menos asfalto", desabafa.

De acordo com a assessoria da Prefeitura Municipal de Campo Grande, ainda não existe previsão de uma data certa para pavimentação do Rita Vieira. Ainda conforme o município, há uma possibilidade de asfaltar o bairro, mas com os recursos da segunda etapa do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), cujo projeto está na Caixa Econômica.







