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Sem cartilagem no joelho e com hérnia, Antônio vive desamparo após perder saúde como gari

A esposa desabafa sobre situação da família, que passa necessidade em tempos de pandemia

01 junho 2020 - 07h00Por Nathalia Pelzl

Antônio de Souza Campos, 44 anos, atuou como gari durante 15 anos de sua vida, profissão que lhe rendeu problemas de saúde. Quem conta é a esposa dele, Cristiane Luísa Marques Franco, 43 anos.

Natural de São Paulo, o casal veio para Campo Grande e atualmente mora no Parque do Sol. “Ele mal consegue andar, tem dificuldade para se locomover devido à perda de cartilagem dos joelhos e a hérnia de disco da coluna. Ele machucou o joelho há anos em um caminhão, ficava afastado 3 meses, voltava, tudo isso lá em São Paulo”.

“Quando saiu da empresa, chegou a ganhar a causa da Justiça, ficou alguns anos recebendo auxílio, até que um dia não passou na perícia. Sem emprego, sem auxílio, ele acabou indo trabalhar em depósito, descarregando cimento. Como um joelho estava comprometido, o outro foi sendo prejudicado e a coluna também”.

Novamente a luta. Ainda em São Paulo, Cristiane conta que o casal entrou novamente na Justiça e, mesmo com exames e laudos que comprovavam a falta de saúde, Antônio não conseguiu o benefício.

“Um advogado disse que perdemos, é causa perdida, aí como não tínhamos como ficar lá, retornarmos para Campo Grande, estamos morando em um barraco e pedindo ajuda de amigos, pessoal da igreja auxiliar a gente, e assim vai”.

Ela fala que nem ela e nem o marido tem muito conhecimento, mas que precisam de ajuda para conseguir entrar novamente na Justiça e receber.

“Eu não entendo muito, ele também não, mas vamos tentar novamente e ver que conseguimos. Eu não estou conseguindo emprego, faço diárias, só Deus para ter misericórdia da gente. Estou com exames que fiz aqui em Campo Grande, não sei o que é possível fazer, mas vamos atrás", desabafa.

Caso alguém tenha interesse em ajudar a família, seja com informações jurídicas, ou qualquer outro tipo de assistência social, pode entrar em contato com o telefone (67) 9 9107-3812 ou pelo WhatsApp (11) 9 88898-6139.

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