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Cidades

22/02/2015 15:30

Sem destino definitivo, famílias da Cidade de Deus vivem de malas prontas

Esquecimento

O impasse sobre o destino da favela Cidade de Deus, a maior de Campo Grande, tem prejudicado diversas famílias que vivem no local. Além de ter de viver com malas prontas, há crianças que ficaram sem escola, pois os pais não sabiam se permaneceriam no local ou se mudariam para uma área no Jardim Noroeste, localizada em outra região da Capital.


Entre as famílias que tiveram a rotina prejudicada está a do casal Rodrigo dos Santos, 30 anos, e Mariana Gonçalves, 22. Com quatro crianças em casa, com idades entre dois e seis anos, os pais correm o risco de terem o período das férias escolar prolongado, já que as três crianças mais velhas perderam a vaga na escola municipal Padre Tomaz Ghirardelli, próximo a favela. "Ficaram sem escola, porque não sabia se ficaria aqui ou fazia a matricula em escola perto do Noroeste", explica Mariana.


De acordo com a dona de casa, representantes do Ministério Público Estadual, prometeram solucionar o problema, mas isto não evita que as meninas percam alguns dias de aula. Na rede municipal de ensino, o ano letivo está previsto para começar nesta quinta-feira, 19 de fevereiro


A falta de uma moradia definitiva também prejudica a rotina doméstica da família. Rodrigo afirma que apenas agora voltaram a retirar a mudança dos sacos plásticos de lixo. "Nossas coisas estavam todas prontas para mudar", explica o catador de reciclados.
O impasse com relação ao destino da Cidade de Deus ocorre desde o final do ano passado. O município pretendia desapropriar uma área de 7.440 metros quadrados, no Jardim Noroeste para implantar loteamento social destinado ao reassentamento de 400 famílias que atualmente ocupam a favela.


(Foto: arquivo/Geovanni Gomes)

Rogério mostra pertences guardados em sacos de lixo para mudança que não ocorreu. (Foto: Tainá Jara)


A Justiça determinou que o realojamento ocorresse na primeira quinzena da janeiro. O prazo ficou definido durante reunião no começo de dezembro entre representantes da prefeitura e o juiz da 2º Vara de Fazenda Pública, Luiz Felipe Medeiros Vieira.


Luz


As condições insalubres não são o único problema enfrentado pelas famílias da Cidade de Deus. Desde de novembro do ano passado, foi retirado o gerador de energia elétrica da favela. A prefeitura chegou a devolver eletricidade, mediante ordem judicial. No entanto, devido a constatação de risco, ficou definido que o gerador não voltaria ao local. 


(Foto: arquivo/Geovanni Gomes)

'Gatos' apresentam riscos de incêndio em meio aos barracos de lona e pau. (Foto: arquivo/Geovanni Gomes)


Devido a situação, as famílias voltaram a recorrer as instalação irregulares para ter energia. No dia, 28 de janeiro, a Energisa, concessionária responsável pelo abastecimento da cidade, deixou a favela sem energia pela terceira vez e os 'gatos' voltaram a ser retomados.

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