Cansados das promessas e descaso do prefeito Gilmar Olarte, os moradores da Comunidade da Cidade de Deus, maior favela de Campo Grande, fecharam a BR-262 na noite de ontem (24), por volta das 22h30, próximo ao lixão, no macro anel da saída de Sidrolândia. O local segue bloqueado, com galhos e pneus queimados.
A "gota d´água" para os moradores a retirada, novamente, do gerador que fornece energia elétrica ao local, por volta das 9h de ontem. O equipamente foi desligado sem aviso prévio, e as mais de 450 famílias que moram no local ficaram sem energia.
Com isso, segundo o líder comunitário Rodrigo Santos, 30 anos, as famílias resolveram fechar a BR-262 usando pneus e galhos, para chamar a atenção das autoridades para o problema, que já virou uma novela sobre as moradias.

"Eles ficaram de fazer uma reunião hoje, para definir a situação dos moradores. Já corremos atrás deles, mas agora eles que devem correr atrás da gente", afirma.
Conforme o líder comunitário, não há previsão para que os representantes das 450 famílias, deixem o local, até porque agora a briga não é pela falta de energia na Cidade de Deus. "Não temos hora para sair daqui. Agora não queremos só o gerador, ficaremos aqui até cadastrar todo mundo, pois queremos moradia e terreno",disse
A manifestação já dura cerca de 10 horas e muitos não dormiram, ficando em claro e faltando serviço para lutar pela sua moradia. "Acho que o prefeito (Gilmar Olarte) não tem consciência, ele não vê a situação de um pai de família. Enquanto ele dormiu no bem bom, nós passamos a madrugada aqui no relento no meio da rua", disse Marco Roberto Pereira de 38 anos.
Para o manifestante Cleber Guimarães de 36 anos, o perigo é maior, além da moradia pode perder o emprego de varredor na empresa Solurb. "Estou faltando na firma onde trabalho, e posso até perder o emprego, mas serviço encontramos de monte, o que não posso é deixar minha família sem moradia", salientou.

Nem mesmo a chuva e o tempo ameno afastou os manifestantes, que revezam para permanecer na luta por moradia. Uma unidade do Corpo de Bombeiros foi acionada para permanecer no local, já que os moradores colocaram fogo nos entulhos que estão na pista. Além da Polícia Rodoviária Federal, que orienta o trecho próximo a entrada da BR-262, com barreiras impedindo que veículos entrem no macroanel.
Diante disso os manifestantes permanecem até que um responsável da prefeitura aparece para negociar







