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Cidades

11/10/2014 15:00

Mesmo sem garantir reajuste integral, prefeito diz que professores estão felizes

Reivindicação salarial

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), ainda não garantiu os recursos para o pagamento do reajuste de 8,46% reivindicado pelos professores. Olarte marcou duas reuniões com a categoria em menos de 24h. Neste sábado (11), ele não compareceu ao encontro, mas garantiu ao presidente da ACP (Associação Campo-grandense dos Professores da Educação Pública), Geraldo Gonçalves, uma audiência na próxima quarta-feira (15) para confirmar se haverá dinheiro para o pagamento.


Em agenda realizada nesta sexta-feira (11), o prefeito afirmou que os secretário de Planejamento, Ivan Jorge Cordeiro de Souza, foi até São Paulo para garantir possíveis investimentos para a Capital. Aos professores, foi dito que o adjunto da Seplanfic (Secretaria de Planejamento, Finanças e Controle) chegou da viajem com uma perspectiva de empréstimo para garantir o pagamento.


Mesmo com a pressão dos professores para garantir o reajuste integral, o prefeito discorda que a categoria esteja insatisfeita."Noventa e cinco por cento dos professores estão felizes, sim! Por que depositaram voto de confiança no prefeito que deu aumento de 18% mesmo sem ter as mínimas condições para fazer esses pagamentos", afirmou na ocasião.


Prefeito na agenda da última sexta-feira, na inauguração da loja Havan. (Foto: Rodson Willians)

Direção da ACP-MS aguarda reunião que prefeito não compareceu. (Foto: assessoria)


A porcentagem de 8,46% cobrado é referente ao valor necessário que falta para que a remuneração dos professores, que atualmente é de R$ 1.564, se equipare ao piso nacional, no valor de R$ 1.697. Conforme o prefeito, o pagamento terá um impacto de R$ 18 milhões, contando os salários de outubro, novembro, dezembro, décimo terceiro e férias de janeiro. "Preciso de segurança financeira para conseguir o aumento integral", alega.


Apesar da audiência marcada para a próxima quarta-feira, entre a diretoria do sindicato e o prefeito, o presidente da ACP-MS, Geraldo Gonçalves, afirma que não discutiu a possibilidade de parcelamento do reajuste. Olarte chegou a sinalizar essa possibilidade caso o pagamento integral não fosse feito até o dia 1º de novembro. "Queremos que ele pague tudo de uma vez", afirma.

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