Estudantes de pós-graduação no Brasil e no exterior estão sofrendo com o atrasos nos pagamentos de bolsas de estudos de novembro, dezembro e janeiro que deveriam ter sido feitos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Sem o pagamento, os pesquisadores atrasam contas e tem de se virar até com aluguel.
A situação atingiu, inclusive, estudantes da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), como é o caso de Wesley Eiji Sanches Kanashiro, 22 anos. Cursando o mestrado em Ciências da Computação, o estudante afirma que a situação é complicada, já que para fazer o curso e receber a bolsa não se pode ter nenhum tipo de vínculo empregatício. "Por conta disso, já temos que nos apertar um pouco para viver com uma renda menor e ainda atrasa", se queixa.
Como ingressou no mestrado no segundo semestre de 2014, foi possível dar uma segurada nas contas. "Tinha um pouco de dinheiro na poupança, que utilizei para pagar algumas contas mais emergentes, mas se pagaram apenas no final do mês o prejuízo vai ser grande", explica.
A situação de outros colegas é ainda mais difícil. Wesley está apenas com as bolsa de janeiro sem depositar, apesar de serem registrados atrasos também nos meses anteriores. Mas há casos de pessoas que não recebem a bolsa desde o mês de novembro.
Por meio de nota, o Ministério da Educação reconheceu o atraso e que o pagamento seria feito até o quinta dia útil, o que não aconteceu para alguns bolsistas. O MEC afirmou ainda que 'trabalha junto ao Ministério da Fazenda para regularizar o fluxo financeiro e solucionar o problema".







