O senador Delcídio do Amaral (PT) vai cobrar pessoalmente a empresa Rumo/ALL para investir na Ferrovia Noroeste em Mato Grosso do Sul.
“A ferrovia mais fácil de viabilizar é a nossa. Não existe justificativa para a Rumo/ALL (América Latina Logística) não investir, mesmo depois da fusão”, destaca.
Como líder da presidente Dilma Rousseff (PT), o senador deve pressionar a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para que o Estado não caia no esquecimento.
“Nós temos facilidade para conseguir as licenças ambientais, temos a rota bioceânica e podemos até reativar o transporte de passageiros. É só usar a estrutura que já existe, não precisa inventar coisa nova”, destaca.
Os representantes dos ferroviários estiveram na Assembleia Legislativa duas vezes no final do mês passado e conseguiram o compromisso dos deputados estaduais em realizar uma audiência pública para pressionar o Governo Federal.
Segundo o presidente do Sindicato dos Ferroviários de Mato Grosso do Sul, Ivanildo da Silva, mais de 100 postos de trabalho foram fechados na ferrovia Noroeste do Brasil e mais 180 cortes estão previstos ainda nos próximos meses.
“O Poder Público precisa dar uma resposta à sociedade, pois são milhões de reais investidos em patrimônio que estão ficando para trás. Com a retirada do trem de Bauru, estamos vivenciando um desmonte total na ferrovia de Três Lagoas”, aponta.
Ivanildo explica que a Rumo/ALL prevê investimentos no sistema ferroviário na ordem de R$ 8 bilhões até 2020, mas esse recurso não chegará ao Mato Grosso do Sul. “A empresa fala que é anti-econômico e a ANTT é conivente com essa situação. Não toma nenhuma providência para o cumprimento do contrato”.
Conforme o coordenador do Sindicato dos Ferroviários, Roberval Duarte Placce, denunciou o fechamento de diversos postos de trabalho, entre eles 26 funcionários da manutenção locomotiva, 36 operadores de máquinas e 24 pessoas que foram transferidas para outros estados.
De acordo com ele, em 19 anos de privatização o modelo de concessão foi um fracasso. “Só se discutia a exportação, mas a ferrovia foi criada para integrar o Brasil, o capital privado não tem interesse de investir em pouca ou quase nenhuma movimentação de carga interna” reclamou.







