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terça, 20 de abril de 2021
COVID CONFLITO
Cidades

Mesmo imunizada, psicóloga mantém cuidados contra covid: 'proteger os outros'

Atuante no SUS em Campo Grande, Claudia destaca que rotina deve ser mantida até que todos estejam vacinados

04 março 2021 - 17h00Por Nathalia Pelzl

Servidora do SUS (Sistema Único de Saúde), a psicóloga Claudia Braff, 37 anos, conta emoção de ter recebido a segunda dose da vacina contra covid-19 em Bonito.

“Eu fiquei emocionada em ter o privilégio de fazer parte da população prioritária a receber a vacina, em participar desse momento histórico, e esperançosa de que logo todas as pessoas possam ter acesso à vacina e serem imunizadas”, contou. 

Ela relata que não chegou a ser infectada, mas teve suspeita de infecção, ficou em isolamento, fez o swab nasal, que deu negativo.

A primeira dose, conforme Claudia, foi no dia 21 de janeiro e a segunda no dia 19 de fevereiro.

A profissional esclarece que não chegou a perder nenhum ente querido, mas que viu alguns precisarem de leitos. 

“Não cheguei a perder pessoas, mas tive familiares e conhecidos que precisaram ser internados no CTI devido à covid. Foram momentos de muita angústia até receberem alta e estarem fora de risco”, pontua. 

Mesmo imunizada, Claudia destaca que não vai mudar os hábitos e sua rotina. 

“Continuo usando máscara o tempo todo quando saio de casa, não tenho visto familiares e amigos, carrego álcool em gel comigo, continuo cumprindo todos os protocolos como antes porque por mais que a vacina me proteja de desenvolver a forma grave do Covid, ainda posso ser portadora do vírus e disseminar a doença”, esclarece, mostrando responsabilidade sobre o assunto. 

“Tenho um bebê de 9 meses e um marido que ainda não foram vacinados e preciso me cuidar pra protegê-los. Enquanto todas as pessoas não forem vacinadas e estiverem seguras, vou continuar me cuidando por eles”, reforça. 

A psicóloga acredita que as pessoas que ‘desdenham’ da vacina e dos cuidados, seja por falta de informação, descrença ou falta de empatia, contribuem para a propagação do vírus. 

“Isso acarreta na sobrecarga do sistema de saúde, impedindo que muitas pessoas tenham acesso ao atendimento necessário e acabem morrendo ou tendo sequelas graves. Por isso,  acho importante que mesmo com a chegada da vacina sejam mantidos com rigidez os protocolos de biossegurança”. 

Entre eles, o distanciamento social e uso de máscaras. “ Só estaremos seguros quando todos formos vacinados”, finaliza. 

*Matéria editada às 08h40 para correção de informações