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Cidades

03/05/2015 11:32

Servidores paralisam atividades e deixam 103 mil alunos sem aula nesta segunda

Os servidores administrativos da rede municipal de ensino devem paralisar as atividades nesta segunda-feira (4) em protesto contra ocorrências de assédio moral dentro das escolas, falta de diálogo com o Executivo e por melhores salários. Cerca de 90% dos colégios devem aderir ao movimento, podendo deixar até 103 mil alunos sem aula.

Segundo o presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande/MS), Marcos Tabosa, os servidores vão se reunir em frente à sede da Semed (Secretaria Municipal de Educação) como forma de aviso. Conforme o avanço das negociações, a categoria não descarta greve.

“Será uma advertência contra as práticas da secretária Ângela Brito que não conversa, não avança no diálogo, não se preocupa com os administrativos da educação e só tem olho para os professores. Tem diretores de escolas e Ceinfs (Centros de Educação Infantil) que perseguem e humilham esses administrativos. A gente leva esses casos para a secretária e ela não toma atitude”, avisa.

Entre as solicitações da categoria, está também a contratação de mais funcionários para o setor administrativo que funciona no limite, sobrecarregando os servidores. Conforme o presidente do sindicato, o problema persiste de administrações anteriores e está se agravando na gestão do governo progressista.

“Já faltava na administração do Nelson Trad Filho (PMDB), agravou na do Alcides Bernal (PP) e entrando o Gilmar Olarte (PP), ele não tomou atitude e a secretária foi omissa. Eles falam em 800, mas a contratação de apenas 250 já resolveria o problema de imediato, mas eles não chamam esses servidores e sobrecarregam os outros”, aponta.

No caso dos secretários escolares, o Sisem vai solicitar ainda que a carga horária seja reduzida de oito para seis horas diárias. Segundo Tabosa, os demais funcionários administrativos e os secretários escolares da rede estadual de ensino já trabalham com essa carga horária, apenas a categoria, concursada no município, não recebeu o benefício.

Reajuste salarial

O sindicato deve aguardar uma resposta do secretário de administração, Wilson Prado, sobre as negociações salariais até a próxima quarta-feira (6), mas o tema será levantado durante a paralisação. Com salário-base, em média, de R$ 900, os 2.300 servidores do administrativo esperam manter o crescimento que vem sendo conquistado desde 2010.

Se a prefeitura voltar a alegar que passa por uma crise financeira e não poderá conceder reajuste para não descumprir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) que prevê que os gastos com folha de pagamento não ultrapassem 54% da receita corrente líquida, Tabosa sugere que Gilmar Olarte corte despesas com cargos comissionados.

“São 1.044 cargos de comissão de servidores que não são concursados, amigo de fulano, conhecido de cicrano, e 306 cargos em comissão de servidores concursados. A minha proposta é que ele mande embora 85% dos cargos em comissão de pessoas sem concurso. Assim, ele economiza aproximadamente R$ 6 milhões. Se fundir secretarias e reduzir carga horária também tem mais economia”, alfineta.

O mesmo se aplica aos vereadores de Campo Grande. De acordo com ele, os parlamentares usam “discursos inflamados na tribuna em defesa do servidor”, mas devem materializar o discurso. Uma sugestão seria destinar o duodécimo anual do Poder Legislativo, cerca de R$ 6 ou 7 milhões, para o pagamento da folha.

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