Profissionais da área estética denunciaram graves irregularidades no sindicato que representa a classe, e que teriam motivação política. Segundo eles, o Sinestética (Sindicato dos Profissionais Esteticistas de Mato Grosso do Sul), antigo Apecsul, estaria coagindo e pressionando os profissionais para se filiar. Quem não paga as taxas impostas pela diretoria da entidade é vítima de perseguição.
A profissão foi recentemente regularizada pelos vereadores da Câmara Municipal da Capital, que indicou o órgão para fiscalizar a categoria. A taxa cobrada é de R$ 400 pelo sindicato. O grupo levou denúncias ao conhecimento do vereador Paulo Pedra (PDT), informando que o novo sindicato não tem carta sindical e não poderia ser responsável para administrar as pessoas.
O Sinestética foi criado por um grupo de pessoas, entre elas está a esposa do atual prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte, do PP, Andreia Olarte. Segundo o vereador, o sindicato estaria irregular. "O sindicato criado pela Andreia e outros não tem carta sindical. Nós vereadores cometemos um equívoco, já que o Sindicato dos Cabeleireiros e Esteticistas estava registrado e tem uma carta. Portanto, o Sinestética provavelmente não vai conseguir uma nova carta porque não pode ter dois sindicatos na mesma categoria", comentou.
Todos os parlamentares da Câmara Municipal foram informados do teor das denúncias. "Eu chamo a atenção para esse erro que fizemos. Fui informado que há outro sindicato. E esse sindicato não pode pressionar esses profissionais obrigando eles se filiarem. A Vigilância Sanitária precisa ter bom senso sobre recolhimento de resíduos sólidos", afirmou Paulo Pedra, do PDT.
Conforme a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) o novo sindicato é uma "fabriqueta" de dinheiro. "Eles vieram nos falar que esse sindicato dão um certificado de seis para os profissionais. Isso nos chamou a atenção. Nós os orientamos que reunissem os documentos e levassem para a Defensoria e para o Ministério Público Estadual relatando essa situação", afirmou.
Pedra explicou que vai fazer uma audiência no dia 9 de fevereiro para conversar com os profissionais da área para entrar em um acordo, alterar alguns itens e revogar a Lei. "Até lá nós vamos ter tempo para conversar e fazer as mudanças necessárias", finalizou.
A Lei de n° 3634 regulamenta a profissão ou a instalação de clínicas e salões em Campo Grande e prevê que sejam somente contratado nos estabelecimentos profissionais reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).







