Hoje (25) pela manhã foi assinado na sala de reuniões da Governadoria, no Parque dos Poderes, um convênio entre Prefeitura e Governo do Estado, no valor de R$ 1.372.991,81. O ato tem a finalidade resolver os problemas de congestionamento na rotatória da Via Parque com a Avenida Mato Grosso. Segundo as estatísticas de trânsito, o fluxo diário chega a 20 mil veículos.
Segundo a secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), Kátia Castilho, a rotatória da via tem limite de 600 veículos/hora de tráfego. "Hoje no cruzamento Via Parque/Mato Grosso são mais de mil veículos por hora. O trânsito naquele ponto está estrangulado", explicou.

O projeto prevê a retirada da rotatória existente no cruzamento e implantação de um conjunto de oito semáforos com temporizador controlados por sistema digital e acionados conforme o fluxo de veículos, além da abertura de quatro alças de acesso. A solução viária prevê ainda a proibição a conversão à esquerda para os motoristas que seguem (a partir da Afonso Pena) e querem subir a Mato Grosso em direção ao Parque dos Poderes.
Este tráfego será desviado para a rua Antonio Maria Coelho, entrando pela rua Ingazeira, para chegar a Mato Grosso pela Antonio Teodorokiski. Outra alteração é para quem vem do centro da cidade pela MT e quer passar à Via Parque. O motorista terá de entrar à direita, uma quadra antes, na rua Ingazeira, para chegar à Antonio Maria Coelho. Por conta do projeto, a Antonio Maria Coelho passará a ser mão única (sentido Parque dos Poderes) até a rua Antonio Teodoroviski.

Conforme o prefeito Olarte (PP), o projeto é uma solução emergencial para resolver os problemas de congestionamento no cruzamento. “Enquanto não viabilizamos a construção de um viaduto, orçado em R$ 35 milhões, buscamos esta parceria com o Governo do Estado que dá uma resposta imediata a este gargalo do sistema viário da Capital”, afirmou.
O diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Jean Saliba, disse que não há previsão de quando a obra será iniciada. “Hoje assinamos o contrato, o segundo passo agora será quando lançarmos a licitação, e o terceiro começar a obra, que ainda deve demorar uns 120 dias”, prevê Saliba.
A equipe de reportagem do Top Mídia News foi ao local para conversar com os motoristas e a grande maioria acha que os semáforos devem melhorar o fluxo de carros, mas não resolveria o problema dos congestionamentos, principalmente em horário de pico.

Para o aposentado João Figueira, 65 anos, morador do Carandá Bosque, a retirada da rotatória e a colocação dos semáforos vem tarde para uma Capital que teve um ‘boom’ de veículos nas ruas. “Essa rotatória já tinha que ter saído daqui a uns cinco anos atrás. Os governantes não acompanharam a demanda das vendas dos carros e motos e isso aqui fica todos os dias insuportavelmente inacessível”, criticou.
Já o frentista Moacir Ramos, 35anos, que trabalha em um posto de gasolina na Mato Grosso, acha que a retirada da rotatória é viável principalmente para quem segue ao Parque dos Poderes. “Eu pego esse acesso todos os dias, é inevitável, é único. Com a abertura da nova rua, acho que melhora o trânsito, mas nos horários de pico, vai continuar congestionado”, opina.
A advogada Nair Ramos, 25 anos, acha que o campo-grandense não sabe dirigir, por isso os acidentes são constantes na cidade. “Eu tenho vergonha em dizer, mas é fato. O campo-grandense não sabe dirigir direito. Tem pessoas que não dão seta para fazer a conversão, uns buzinam demais e outros não sabem que a preferência é de quem está na rotatória. Já falando nela, a retirada será bem vinda, mas creio que aqui caberia um viaduto para dar agilidade”, opinou.
A cerimônia de assinatura do convênio contou com a presença dos deputados Márcio Fernandes e Mara Caseiro, dos vereadores campo-grandenses e secretários e assessores da prefeitura da Capital.








