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Cidades

30/08/2014 15:55

Sistema Penitenciário será comandado por delegado da Polícia Federal

Mudanças

30/08/2014 às 15:55 |

Agência Brasil

A partir de agora quem assume o comando do Sistema Penitenciário é o delegado da Polícia Federal Antônio Borges Filho. Nessa semana o cargo ficou vago após Dominique de Castro,  pedir exoneração do cargo, a publicação foi feita ontem (29), no Diário Oficial da União.


Mas não foi apenas Dominique, que pediu demissão, os outros diretores das quatro penitenciárias federais, incluindo a de Campo Grande, que compõem o sistema também se afastaram.  Os demais presídios de Mossoró (RN) e Catanduvas (PR) e Porto Velho, confirmaram o pedido de exoneração.

Em nota, o Ministério da Justiça disse que as mudanças decorrem da nomeação do novo diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Renato De Vitto, em maio deste ano. “Atendendo às novas diretrizes de gestão, algumas alterações na diretoria do sistema penitenciário federal serão feitas”, diz o texto, que acrescenta que mudanças já ocorreram em maio e junho.

Implementado em 2006, o Sistema Penitenciário Federal tem a função de custodiar presos, condenados ou provisórios, considerados de alta periculosidade e que estão submetidos ao regime fechado. Segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), cada unidade tem capacidade para 208 detentos.

O novo diretor, Antonio Borges Filho, que atuou como consultor e delegado da Polícia Federal em São Paulo (SP), Foz do Iguaçu (PR), Florianópolis (SC), Brasília (DF) e Itajaí (SC), por 28 anos, assume o sistema federal em meio a críticas a todo o sistema penitenciário brasileiro. Apenas nesta semana, morreram oito detentos em situações de violência em presídios do Paraná, de Minas Gerais e do Maranhão.

Hoje, o representante para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (Acnudh), Amerigo Incalcaterra, afirmou que o Brasil precisa rever sua política criminal e reduzir a violência nas prisões. “Não é admissível que, no Brasil, a violência e as mortes dentro das prisões sejam percebidas como normais e cotidianas. As autoridades brasileiras devem reagir com urgência para construir um sistema carcerário respeitoso da dignidade humana, com envolvimento de todos os poderes do Estado e em conformidade com os compromissos e obrigações internacionais do país”, disse.

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